22/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Lutador de boxe acusado de espancar e sufocar enteado de 4 anos tem prisão preventiva decretada

Publicado em 16 de setembro, 2022

O lutador de boxe Victor Arthur Pinho Possobom agrediu a criança com socos e sessões de sufocamento, inclusive prensando a cabeça do menino contra a parede do elevador. Foto: Reprodução

A Justiça decretou, nesta sexta-feira (16), a prisão preventiva do lutador de boxe Victor Arthur Pinho Possobom, acusado de torturar o enteado de 4 anos de idade com tapas e sufocamento no prédio onde morava, em Niterói, região metropolitana do Rio. As agressões foram flagradas por câmeras de segurança do condomínio onde eles residiam. Dois vídeos mostram o padrasto agredindo o menino – o primeiro registro foi feito na recepção do condomínio e o segundo, no elevador. As imagens são de fevereiro deste ano.

Segundo a denúncia do Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), na tarde de 20 de fevereiro, Possobom submeteu o enteado “a intenso e desnecessário sofrimento físico e mental, como forma de aplicar-lhe castigo pessoal ou medida de caráter preventivo”. Diz ainda o MPRJ que “houve emprego de violência, consistente em agressões mediante socos e sessões de sufocamento, inclusive prensando a cabeça do menor contra a parede do elevador”.

A juíza Juliana Bessa Ferraz Krykhtine, em exercício na 1ª Vara Criminal de Niterói, decretou a prisão do acusado. A magistrada também aceitou a denúncia de tortura oferecida pelo Ministério Público estadual, destacando de que há indícios suficientes de autoria e materialidade para a deflagração da ação penal e que se trata de delito grave.

“As imagens contidas na mídia acautelada em cartório não deixam dúvidas. Há que se reconhecer que a autoria resultou claramente indiciada, assim como comprovados os indícios de materialidade delitiva acerca da prática da conduta criminosa. Há nítida superioridade física do réu face à vítima, o que por si só já demonstra a crueldade da conduta e a condição de fragilidade da vítima”, diz a juíza na decisão.

Agressões à companheira

O MPRJ cita relato do síndico do prédio, segundo o qual, moradores e vizinhos já tinham reclamado que o boxeador gritava com a criança e que esta chorava pelas violências sofridas. Ouvida pela polícia, a mãe do menino, que não mais se relaciona com Possobom, descreveu com detalhes a vida de agressões que teve, ao longo da relação conjugal, fato que será objeto de procedimento investigatório próprio.

A ex-namorada do lutador contou que sofreu um aborto por causa das agressões e que havia engravidado em decorrência de abuso sexual. Segundo a mulher, Possobom usava luvas de boxe para agredi-la com socos no rosto e na barriga. Ela afirmou que, na época, desconhecia as agressões do companheiro ao enteado.

Agência Brasil

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