14/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

21 capitais registram atos em defesa da democracia nesta quinta-feira (11)

Publicado em 11 de agosto, 2022

Foto: Reprodução Twitter

Nesta quinta-feira (11), 21 capitais brasileiras tiveram atos com a leitura de cartas em defesa do Estado democrático de Direito e do sistema eleitoral brasileiro. As manifestações foram comandadas por duas cartas, feitas por ex-estudantes da Universidade de São Paulo (USP) e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), que foram oficialmente lidas nesta manhã na Faculdade de Direito da USP, com a presença de empresários, artistas, juristas e representantes de entidades.

Em Manaus, professores e alunos da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) leram em conjunto a “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em Defesa do Estado Democrático de Direito”.

Também houve atos pela democracia em Brasília, Rio de Janeiro, Recife, Porto Alegre, Florianópolis, Teresina, Fortaleza, Natal, João Pessoa, Maceió, Salvador, Rio Branco, Vitória, Belo Horizonte, Aracaju, Campo Grande, São Paulo, São Luís, Macapá e Goiânia.

A data escolhida para a leitura da carta, 11 de agosto, marca a criação dos cursos de direito e também a leitura de um manifesto contra ditadura militar em 1977, feita no mesmo local da leitura das cartas.

Os atos ocorrem após seguidos ataques do presidente Jair Bolsonaro às urnas eletrônicas e ao sistema eleitoral. Sem nunca ter apresentado provas, o presidente insiste há meses na teoria de que há risco de fraude na votação. Nas pesquisas eleitorais, ele está atrás do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

A “Carta às Brasileiras e aos Brasileiros em defesa do Estado democrático de Direito” começou com a assinatura de ex-ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), artistas, acadêmicos, banqueiros e empresários.

Segundo os responsáveis pela iniciativa, desde que foi aberta a toda a sociedade, a carta já foi endossada por mais de 900 mil pessoas, entre elas 727 porteiros, 8.973 desempregados, 5.045 enfermeiros, 4.217 motoristas, 6.619 policiais, 519 delegados de polícia, 28.868 engenheiros, 15 mil médicos e 4231 magistrados, entre outros.

Os presidenciáveis Lula (PT), Ciro Gomes (PDT), Simone Tebet (MDB), Felipe D’Ávila (Novo), Soraya Thronicke (União Brasil), Sofia Manzano (PCB), Léo Péricles (Unidade Popular) e José Maria Eymael (Democracia Cristã) também a assinaram, assim como os ex-presidentes Fernando Henrique Cardoso (PSDB) e Dilma Rousseff (PT).

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