26/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Focos de incêndio aumentaram cerca de 350% entre janeiro e julho no Brasil

Publicado em 27 de julho, 2022

Focos de incêndio aumentaram cerca de 350% entre janeiro e julho no Brasil

O número de focos de incêndio registrados no Brasil entre janeiro e julho deste ano aumentou 350%, de acordo com dados de monitoramento do Inpe (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais).

Em janeiro, o número de focos somados nas regiões do Norte, Nordeste, Centro-Oeste, Sul e Sudeste somaram 2.579, enquanto o mês de julho já chegou a 11.591, antes mesmo do fechamento.

A estação de inverno é caracterizada como a menos chuvosa do ano, o que torna o solo seco, aumentando o risco de queimadas.

Segundo a meteorologista Maria Clara, do Climatempo, é normal que o número aumente exponencialmente com a chegada da estação seca, que começou em maio e vai até setembro.

No mapa, é possível verificar a incidência de queimadas, marcada pela cor vermelha. O bioma mais afetado é o Cerrado, com mais de 5.000 focos de incêndio no mês de julho, sendo esse número o pior para o ano.

Mas esse não é o maior para o mesmo período da série histórica, que foi em 2010, mais de 12 mil focos.

Série histórica

Apesar do aumento de 350% entre o mês de janeiro de julho, o ano de 2022 não foi o que registrou o maior número de focos no primeiro semestre.

Em 2003, 70.579 focos foram registrados nos primeiros seis meses. Confira abaixo a relação desde 1999, ano em que o Inpe começou o monitoramento:

1999: 17.950

2000: 15.837

2001: 20.938

2002: 39.324

2003: 70.579

2004: 66.688

2005: 58.393

2006: 41.315

2007: 50.641

2008: 29.895

2009: 24.319

2010: 47.255

2011: 23.917

2012: 35.407

2013: 24.736

2014: 28.040

2015: 26.301

2016: 44.745

2017: 32.638

2018: 30.150

2019: 38.565

2020: 40.435

2021: 38.216

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