10/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Esteticista fica sem parte do nariz após cirurgia malsucedida em Goiás

Publicado em 07 de julho, 2022

Foto: Reprodução

Uma esteticista de 37 anos, identificada como Elielma Carvalho Braga, teve a vida alterada após ficar com parte do nariz necrosado depois de uma cirurgia de alectomia malsucedida, realizada por um dentista em Aparecida de Goiânia, em Goiás.

A mulher relata que fez o procedimento em 2020, após conhecer o trabalho do dentista pela Internet. Ela contratou um pacote de procedimentos, que incluía bichectomia e alectomia.

No caso do afinamento do nariz, Conselho Federal de Odontologia (CFO) proibiu que dentistas realizassem a cirurgia a partir de agosto de 2020, pouco antes de a esteticista ser submetida.

Elielma contou que o primeiro procedimento deu certo. E voltou um mês depois para a alectomia, e logo após a cirurgia já começou a sentir os efeitos negativos da mesma.

No terceiro dia ficou pior, ela disse que sentia muita dor e o dentista receitou uma pomada e que, na hora que ela passou, queimou a pele do rosto.

Ela informou que voltou no consultório dele e disse que saía água e pus do local da cirurgia. O dentista a levou então para uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA) para tentar corrigir o problema, mas também não houve solução.

A mulher então conseguiu ajuda de um cirurgião, que, segundo ela, a auxiliou no processo, “diferentemente do dentista”. Desde o problema, já foram necessárias 13 cirurgias de enxerto e tratamento no rosto de Elielma. Ela diz que vai passar por mais procedimentos pela dificuldade em respirar. A vítima agora usa alargador nas narinas para ajudar na respiração, o que, de acordo com ela, não ajuda muito.

A esteticista também afirmou que as amigas e a família ajudam bastante no processo de recuperação, mas cita que ir em busca de ajuda psicológica é complicado devido a sua insegurança.

Elielma afirmou que já entrou com processo na Justiça por danos morais e estéticos contra o dentista Igor Leonardo Soares Nascimento.

Já ele alegou ter prestado apoio à vítima após o ocorrido e disse que não foi a alectomia que gerou o problema, mas a Síndrome de Nicolau — uma complicação considerada rara e caracterizada por necrose tecidual que ocorre após a injeção de medicamentos.

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