
Foto: Divulgação
A festa da vitória do Caprichoso seguiu pelas ruas de Parintins e no curral Zeca Xibelão, onde a multidão festejou eufórica a conquista do título.
Os itens individuais, membros da diretoria e do conselho de artes subiram ao palco do curral para erguer as taças conquistadas pelo suor e dedicação de todos, a de boi campeão e da galera.
Entre uma música e outra, alguns pronunciamentos marcaram a festa. Mesmo com a voz rouca e tomado pela emoção, o presidente Jender Lobato disse estar de alma lavada.
“Fizemos o melhor espetáculo, levamos esse festival à sério, por isso hoje venceu a ética, foi feito justiça. Minha gratidão a essa nação apaixonada e aos artistas. Tratamos com muita dignidade nossos artistas, não tem um trabalhador que não tenha recebido seus salários”, disse.

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O presidente do Conselho de Artes Erick Nakanome também se emocionou abraçado com a bandeira que traz a imagem de todos os integrantes do boi que faleceram na pandemia.
“Nossa homenagem hoje também é para eles”, disse, acrescentando que o Caprichoso fez um boi no padrão que o Amazonas merece para o festival dos festivais. “Sofremos muito, sendo insultados nas redes sociais pelo outro lado. Mas hoje só gratidão a todos que contribuíram para essa vitória”.
O boi campeão do festival após dois anos de pandemia levou para a arena do Bumbódromo o tema “Amazônia, nossa luta em poesia”, com três espetáculos apoteóticos fazendo jus à grandeza do Festival.
O Caprichoso brincou de boi, celebrou a Amazônia, a negritude, defendeu os povos originários, as lutas, falou de suas raizes e tradições e exaltou as cores azul e branca.
O diretor de arena Edwan Oliveira comemorou a vitória e pediu união de todos os torcedores do Caprichoso, especialmente aqueles que não acreditavam na vitória.
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