12/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Mãe relata luta de um mês com filha doente e aponta descaso de unidades de saúde em Manaus

Publicado em 08 de junho, 2022

Ao saber da morte da filha, Estela quebrou janelas e vidros de portas do SPA e Maternidade Chapot Prevost. Foto: Divulgação

Estela da Silva, mãe de Safira Eloá, de 1 ano e 5 meses, que morreu nesta terça-feira (8), contou que a filha já estava há um mês doente. Ela teria levado a filha várias vezes a unidades hospitalares, mas sempre era mandada de volta para casa.

A mãe conta que a filha primeiro apresentou diarreia e vômito. A criança, que tinha plano de saúde, foi levada a um hospital particular e liberada em seguida.

As duas retornaram na unidade hospitalar quando Safira começou a ter tosse. O médico que atendeu o caso não teria sentido a necessidade de internação. O diagnóstico foi de uma gripe. A menina foi medicada e retornou para casa.

Pneumonia

Ainda segundo Estela, a filha não melhorou com o passar dos dias. Foi então que elas foram ao Serviço de Pronto Atendimento (SPA) e Maternidade Chapot Prevost. O médico da unidade a diagnosticou com pneumonia.

Safira foi internada por duas noites e dois dias sendo liberada para tomar medicação em casa assim que apresentou melhoras.

Tosse

No último sábado (4), Estela levou novamente a filha ao hospital particular. A criança ficou em observação por conta de uma tosse mal curada, mas não foi internada.

A mulher retornou mais uma vez ao SPA e Maternidade Chapot Prevost. O médico de plantão passou apenas medicação para baixar a febre já que os exames mostravam que estava tudo bem.

“Aí eu fui pra sala de medicação. Cheguei lá eles erraram muito o acesso dela. Ela já tinha sido furada umas 10 vezes. Eles queriam furar o pescoço dela e eu não deixei. Aí deram muita medicação, uma atrás da outra”, relatou Estela.

Saturação

A mãe seguiu contando que quando ocorreu a troca de turno, o novo médico mediu a saturação da menina, que indicava 88%, no mesmo braço do acesso.

Quando medida no outro braço, a saturação indicou 95%. Porém, o médico insistiu pela entubação para ela pudesse respirar melhor.

Estela relembra que durante o processo de entubação a filha começou a espumar e sangrar pela boca. Médicos e enfermeiras colocaram o oxigênio e começaram a reanimar a criança.

Safira não resistiu e faleceu por volta das 18h30.

Ao saber da morte da filha, Estela começou a quebrar janelas e vidros de portas da unidade hospitalar. A cena foi registrada em vídeo divulgado nas redes sociais.

O velório ocorreu nesta quarta-feira (8) na Igreja Adventista do Sétimo Dia, rua Padre Ramim, bairro Zumbi 2, zona Leste da capital.

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