03/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Integrantes da banda amazonense Luneta Mágica comemoram repercussão internacional do novo álbum

Publicado em 23 de maio, 2022

O álbum conceitual da banda Luneta Mágica é composto por 11 músicas autorais, que exploram a relação entre Manaus e a floresta no seu entorno. Fotos: Divulgação

A banda Luneta Mágica lançou, recentemente, nas plataformas de streaming, seu terceiro álbum de estúdio, intitulado “No Paiz das Amazonas”, pelo selo Bananada, um dos mais importantes na cena da música alternativa brasileira. O álbum conceitual é composto por 11 músicas autorais, que exploram a relação entre Manaus e a floresta no seu entorno.

Além de propor um debate sobre a distância e dificuldade de integração do Amazonas com o restante do país, o álbum também traça um paralelo entre a floresta pouco ocupada de Silvino Santos, autor do documentário que dá nome ao álbum, com o panorama contemporâneo em que desastres ecológicos são recorrentes por conta da intervenção humana. “A floresta amazônica é um dos pilares do nosso novo trabalho”, afirma Pablo Araújo, vocalista e compositor do Luneta Mágica.

Segundo ele, o álbum “No Paiz das Amazonas” tem recebido olhares e elogios nacionais e internacionais por sua qualidade artística e musical. Entre os portais de cultura que repercutiram o disco está o Remezcla, que é considerado o site de cultura latina mais influente do mundo, destacando, principalmente, o single “Águas Poluídas”, que tem a participação especial da cantora amazonense de jungle jazz, Karine Aguiar.

O lançamento também foi destaque na rádio KEXP, de Seattle, Estados Unidos, a estação de referência em música alternativa, ao lado de grandes nomes da música brasileira como Juçara Marçal. Na Europa, o álbum foi elogiado pela Mondo Sonoro, respeitada publicação sobre música independente da Espanha. Para o periódico, o conjunto amazonense “criou uma interessante conexão entre rock psicodélico, indie rock e ritmos brasileiros’’.

Capa do álbum “No Paiz das Amazonas”. Divulgação

No Brasil, o álbum ganhou destaque no site paulista Popload, que colocou o single “Além das Fronteiras” em segundo lugar no top 50 de lançamentos brasileiros. O lançamento também ganhou espaços em portais da Argentina, México, Uruguai, Chile, Colômbia, Peru e Bolívia.

Produção

A produção do disco foi um processo criativo intenso liderado pelos próprios membros da banda. O guitarrista e baixista Daniel Freire, que também compôs algumas canções do disco, explica que foram utilizados elementos da natureza para aproximar o grupo da Amazônia. “O disco conta com registro de sons de animais na floresta, cachoeiras, queimadas e rituais dos povos originários. Isso ilustra alguns dos temas presentes nas letras”, afirma.

De acordo com o tecladista da banda, Victor Neves, o processo de criação do álbum se tornou ainda mais único pelo fato da imersão do grupo com a floresta. “Iniciamos a produção do álbum em um sítio no interior do Amazonas, rodeados por florestas e rios, por isso fomos inspirados diretamente pelo ambiente”.

Nova formação

Outra novidade da Luneta Mágica é a mudança na formação de seus integrantes. Atualmente, o grupo é formado por Pablo Araújo (voz, guitarras, teclados e baixo), Daniel Freire (baixo, guitarras, teclados e voz), Victor Neves (teclados e percussão) e Diego Gonçalves (guitarra, baixo, teclados e voz). Diego, que já fez parte da banda entre 2011 e 2015, está retornando para reforçar o time, enquanto Erick Omena (guitarra e voz) e Eron Oliveira (bateria), ambos membros de longa data, deixam a Luneta para focar em projetos pessoais.

“A Luneta é como se fosse uma grande família onde todo mundo deixa um pouquinho da sua criatividade. Para mim, é uma grande honra estar de volta”, revela Diego Gonçalves.

Participações

A música que abre o álbum traz um trecho orquestrado do “Canto de amor e paz” [1950], do compositor amazonense de música erudita Cláudio Santoro, um dos maiores do país no gênero, que em 2019 completaria 100 anos. Felipe S. (Mombojó), Vinícius Cantuária, Tatá Aeroplano e Danilo Sevali (Hierofante Púrpura) são algumas das participações nacionais presentes no registro.

Músicos manauaras também foram integrados ao projeto, como o percussionista Tércio Macambira, o rapper Victor Xamã, Karine Aguiar, Gui Bonates, Melka Franco, Laelia Nogueira, Serginho Carvalho, Liê, Beatriz Soares e Sistilho.

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