19/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Filha de Ziraldo conduz a trajetória do cartunista em filme inédito na TV

Publicado em 07 de maio, 2022

O filme “Ziraldo – Era Uma Vez Um Menino” estreia na Quinta do Pensamento, do canal Curta!, em 12 de maio, às 21h. Foto: Divulgação

Após ser exibido na Mostra SP e no Festival do Rio, estreia na TV, no canal Curta!, o filme “Ziraldo – Era Uma Vez Um Menino”, em que o cartunista conta, em tom confessional, as histórias da sua vida e da sua trajetória profissional.

A estreia é na Quinta do Pensamento, 12 de maio, às 21h. O longa também pode ser visto gratuitamente durante 30 dias no Curta!On – Clube de Documentários (http://curtaon.com.br/), bastando inserir o cupom “Ziraldo”. No site do canal Curta!, através do via internet (https://canalcurta.tv.br/ViaInternet), o acesso será gratuito nos dias 12 e 15 de maio, às 21h.

A abordagem afetuosa e intimista que perpassa os 100 minutos do filme se explica pela direção, a cargo de Fabrizia Alves Pinto, filha do artista. Curiosamente, a estreia dela como cineasta se deu justamente com um dos personagens mais célebres do pai, no filme “Menino Maluquinho 2: A Aventura”, de 1998.

Para contar os muitos casos marcantes na carreira de Ziraldo, Fabrizia se vale somente de entrevistas recentes e antigas do pai, que hoje está com 89 anos. Em uma delas, Ziraldo conta que passou a infância, no interior de Minas Gerais, lendo avidamente gibis do “Batman” e do “Super-homem”, os quais preferia a livros do “Sítio do Pica-Pau Amarelo”.

A primeira história em quadrinhos que criou, ainda criança, foi sobre um astronauta, o capitão Tex. Sobre essa fase da vida, ele diz: “A minha vida começa exatamente aos 8 anos. É o ano em que o menino é uma criança, não viveu ainda, mas já discerne, já tem opinião própria e já fez descobertas incríveis”. Não por acaso, o Menino Maluquinho tem essa idade. A inspiração para a panela em sua cabeça foi das brincadeiras que o próprio Ziraldo fazia na infância.

A amizade com Millôr Fernandes, o trabalho com publicidade e, posteriormente, com charges políticas são relembrados no longa-metragem, sempre com comentários do protagonista.

Na época da ditadura, ele publicou ilustrações antológicas em “O Pasquim” e no “Jornal do Brasil”. Um dos prazeres proporcionados pelo filme é conhecer a origem de alguns personagens célebres. Pererê, por exemplo, surgiu de uma campanha pela valorização dos quadrinhos nacionais: “Não é combater o que está entrando (de fora). É dar força para a permanência dos valores daqui, criar condições para que a criança conheça melhor o seu país”, observa Ziraldo.

Com produção da Lumen, “Ziraldo – Era Uma Vez Um Menino” foi viabilizado por uma pré licença pelo canal Curta! e com recursos do Fundo Setorial do Audiovisual (FSA).

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