
Prefeito David Almeida pede que eleitores de Bolsonaro cobrem presidente sobre os decretos prejudiciais à ZFM. Foto: Reprodução
O prefeito de Manaus, David Almeida (Avante), declarou hoje (3/5), durante vistoria à obras de recapeamento asfáltico no bairro Nova Conquista, zona Leste, que não apoia o pré-candidato a presidente Luís Inácio Lula da Silva. A declaração foi dada após o prefeito ter sido apontado nas redes sociais como eleitor de Lula, porque estava usando chapéu e blusa vermelhos quando fez um duro discurso contra o presidente Jair Bolsonaro por conta dos decretos presidenciais que prejudicam a Zona Franca de Manaus.
“Sou eleitor do presidente Bolsonaro, o apoiei e torço para ele dar cedo, mas neste momento ele está prejudicando minha cidade. E eu, como eleitor, vou cobrá-lo. Ontem estava com camisa e boné vermelho por coincidência. Sou cristão, evangélico, conservador, sou de igreja tradicional, sou praticante, não entro em igreja só em época de eleição. Enquanto agora virou moda ser conservador, eu sempre fui. Não sou esquerda, PT ou Lula. Votei em Bolsonaro e vou cobrá-lo todos os dias”, afirmou.
David criticou a lentidão de Bolsonaro em encontrar uma solução para a ZFM quando foi bem rápido para garantir o indulto ao deputado federal Daniel Silveira (PTB-RJ).
“Quem tem que resolver esse problema da Zona Franca? Quem criou foi o Paulo Guedes, quem vai resolver é o Bolsonaro. Ele é quem manda. A caneta dele foi muita rápida, estava cheia de tinta para dar o perdão para o Silveira, agora parece que está seca para a Zona Franca de Manaus. Nós temos que cobrar o presidente, não sou subserviente”, disse.
O prefeito disse que é hora dos eleitores do Amazonas que votaram no presidente cobrá-lo sobre a questão da Zona Franca. “Se o teu candidato prejudica tua cidade, você tem que cobrá-lo. Não podemos ficar observando eles acabarem com nossos empregos. Quem tem que cobrar o Bolsonaro é o eleitor dele. Ele não vai atender o eleitor de esquerda, vai atender o eleitor dele”.
David disse que quer deixar bem claro que é eleitor de Bolsonaro. “Fique bem claro, sou eleitor, quero votar nele, mas do jeito que está vou todos os dias na rua cobrá-lo. Aqui (programa de recapeamento asfáltico de Manaus) o dinheiro é do Estado, da Prefeitura e não tem um real do presidente. Não quer dar nada, é escolha dele. Agora tirar o que a gente tem e eu ficar calado, nunca!”.
“Se eu cobrar o presidente, sou de esquerda. Eu sou é eleitor dele e vou cobrá-lo. Líder evangélico, eleitor, os caras estão tirando nossos empregos, vão levar nosso povo à fome e todo mundo aplaudindo os caras. Eu votei nele e não vou lá fazer filme não. Quero que ele revogue os decretos e deixe as vantagens da Zona Franca”, declarou.