Fisioterapeutas do RespirAR falam dos desafios de trabalhar no projeto para reabilitação pós-Covid-19

Aline Rodrigues (à esquerda), Bruno Mendes e Lene Siqueira, fisioterapeutas do projeto RespirAR. Foto: Divulgação/Faar

Os três primeiros fisioterapeutas do RespirAR lembram dos desafios e emoções que tiveram, desde o início do projeto de referência em reabilitação pós-Covid-19 do Governo do Amazonas, que é coordenado pela Fundação Amazonas de Alto Rendimento (Faar), em parceria com a Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM).

Os profissionais Bruno Mendes, Aline Rodrigues e Lene Siqueira relatam que sentiram o “medo do novo”, já que, desde o surgimento do novo coronavírus, ninguém tinha muitas informações sobre a doença ou como lidar com os efeitos e consequências da problemática na vida dos pacientes.

De acordo com o fisioterapeuta intensivista Bruno Mendes, o primeiro impacto foi enfrentar a Covid-19, pois os profissionais não sabiam quais eram os riscos da doença e o que os pacientes estavam trazendo.

“A gente enfrentou muitos problemas até entender como a doença agia no corpo, as limitações que ela deixava nos pacientes. Não sabíamos com o que estávamos lidando, o que estava ocorrendo e até mesmo o que levávamos para casa, então, foi muito complicado”, conta.

O projeto RespirAR dispõe de toda uma equipe multidisciplinar e foi idealizado pelo Governo do Estado. “O RespirAR mudou para mim toda a visão que eu tinha da fisioterapia. Ele deu essa oportunidade para os pacientes terem um tratamento importantíssimo e levar uma vida normal”, frisa o especialista.

Foto: Divulgação/Faar

Para a fisioterapeuta Aline Rodrigues também foi desafiador enfrentar o começo da Covid-19, além de reabilitar os pacientes da pós-Covid. Segundo ela, as pessoas chegavam ao projeto muito debilitadas, com várias sequelas, dentre outros problemas.

“Aqui eles conseguiram ter novamente sua rotina na normalidade do possível, como era antes. Tentamos fazer de tudo com o paciente e sempre estávamos de braços abertos para atender a todos”, conta.

A fisioterapeuta Lene Siqueira considera o RespirAR um projeto marcante e, segundo ela, a maior satisfação e desafio sempre foi reabilitar os pacientes. Lene afirma que os primeiros pacientes pós-Covid tiveram um tratamento respiratório para melhorar a expansibilidade torácica para reabilitar o sistema respiratório. Ela diz também que a experiência em trabalhar em uma unidade de saúde durante o ápice da Covid-19, e depois tratar de pacientes em recuperação, foi uma nova experiência de vida.

“Sinto orgulho de trabalhar no RespirAR. Os nossos pacientes se tornaram mais do que pacientes, mas sim amigos, pois no RespirAR receberam apoio e assistência. Lembro-me que quando trabalhei no hospital e acabei levando a Covid para minha família, mas graças a Deus nós nos curamos. Tudo isso foi muito desafiador para os profissionais e pacientes”, afirma.

Atendimentos

O RespirAR funciona em dez núcleos de atendimentos espalhados pela capital. Especificamente, são dois Centros de Atenção Integral à Melhor Idade (Caimis), três Policlínicas e quatro Centros de Convivência, além da Vila Olímpica de Manaus. Em seis meses, o RespirAR já alcançou mais de 80 mil atendimentos, com a colaboração de 78 fisioterapeutas, 27 profissionais de educação física, 57 estagiários e oito técnicos de enfermagem.

Intersetorial

O projeto RespirAR é intersetorial e envolve, além da Faar, as secretarias de Estado de Saúde (SES-AM) e de Assistência Social (Seas), o Fundo de Promoção Social e Erradicação da Pobreza (FPS) e a Agência Amazonense de Desenvolvimento Econômico, Social e Ambiental (Aadesam).

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