02/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Condenado à morte nos EUA é obrigado a escolher entre fuzilamento ou cadeira elétrica

Publicado em 21 de abril, 2022

Richard Bernard Moore deveria ter sido executado por meio de injeção letal em 2020, mas fabricantes de medicamentos têm se recusado a fornecer os ingredientes para esse método. Foto: Divulgação

Richard Bernard Moore, 57, que foi condenado à pena de morte na Carolina do Sul (EUA) pelo crime de assassinato, escolheu ser executado pelo pelotão de fuzilamento em vez da cadeira elétrica. Sua execução estava marcada para o próximo dia 29, mas foi suspensa pela Suprema Corte da Carolina do Sul.

A execução de Moore deveria ter ocorrido por meio de injeção letal em 2020, mas fabricantes de medicamentos têm se recusado a fornecer os ingredientes necessários para esse método, e o estado norte-americano está abandonando-o. Por isso, ele teve de escolher entre a cadeira elétrica e o fuzilamento.

Moore aguarda sua execução desde 2001. Ele foi condenado pelo assassinato do balconista James Mahoney, em 1999, na cidade de Spartanburg, na Carolina do Sul.

O prisioneiro é o quarto norte-americano a escolher o método de fuzilamento desde 1976, quando a Suprema Corte Americana restabeleceu a pena de morte no país.

Os advogados de Richard Bernard Moore consideram que ser forçado a escolher entre um pelotão de fuzilamento e a cadeira elétrica é uma “punição cruel e incomum”, e ainda que a condenação dele não justifica a execução, sendo uma sentença desproporcional em comparação com outros crimes semelhantes.

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