15/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Macron aumenta vantagem sobre Le Pen nas pesquisas antes do 2º turno de domingo, na França

Publicado em 19 de abril, 2022

Macron aumenta vantagem sobre Le Pen nas pesquisas antes do 2º turno de domingo, na França

A liderança do presidente da França, Emmanuel Macron, nas pesquisas de intenção de voto para o segundo turno da eleição presidencial do país, em 24 de abril, aumentou ainda mais nesta terça-feira, com três pesquisas o colocando no nível mais alto desde antes do primeiro turno.

Uma pesquisa da Ipsos apontou vitória de Macron com 56,5% dos votos, 0,5 ponto acima de sexta-feira e 3,5 acima dos 53% de 8 de abril, dois dias antes do primeiro turno, no qual Macron e a candidata de extrema-direita Marine Le Pen avançaram para o segundo turno.

Uma pesquisa da Opinionway colocou Macron com 56% dos votos, 2 pontos acima de sexta-feira. Em uma pesquisa do Ifop, o apoio a Macron nas intenções de voto subiu para 55%, 0,5 ponto a mais do que na segunda-feira e 3 pontos a mais que no dia 8 de abril.

A pontuação média de Macron nas três pesquisas subiu para 55,83%, uma alta de mais de 3 pontos em comparação a uma média de 52,7% de cinco pesquisas em 8 de abril.

Vitória no primeiro turno

Macron venceu as eleições de 2017 com 66,1% dos votos, também contra Le Pen, mas a corrida agora está muito mais apertada, com Macron sofrendo com críticas por sua gestão da crise da Covid-19 e por suas políticas econômicas.

Os dois reservaram esta terça-feira (19) para a preparação do crucial debate televisivo de quarta (20), com a esperança de fazer pender a balança presidencial a seu favor, a cinco dias do segundo turno na França.

“Vou me preparar para o debate em minha casa, como faço para todos os debates”, disse Marine Le Pen, que na segunda-feira se encontrou com eleitores na Normandia, no noroeste do país, antes de encarar a reta final de sua terceira campanha presidencial.

O debate de 2017 foi terrível para a candidata de extrema-direita, criticada por ser agressiva e estar despreparada na ocasião. Poucos dias depois, ela admitiu um erro estratégico, um mea culpa que reiterou na atual campanha.

Feriado

Macron aproveitou a segunda-feira de Páscoa, feriado na França, para conceder três entrevistas a emissoras de rádio e televisão, nas quais chamou a atenção para dois assuntos: a abstenção de eleitores e as consequências de uma eventual chegada da extrema-direita ao poder.

“Pensem no que falavam os cidadãos britânicos algumas horas antes do Brexit ou nos Estados Unidos antes da votação em (Donald) Trump: ‘Não vou comparecer, qual o sentido?’ Posso dizer que no dia seguinte se arrependeram”, afirmou ao ele canal France 5.

Macron tem tentado caracterizar Le Pen como uma radical. No primeiro turno, ela conseguiu evitar a a imagem de política radical ao evitar temas como a migração ou a segurança.

Após um primeiro turno discreto e no qual se apresentou como defensora do poder aquisitivo, Le Pen, 53 anos, busca agora tranquilizar os franceses sobre seu eventual governo. Ela afirma, por exemplo, que comandará a França como uma “mãe de família”.

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