
Bolsonaro classificou a decisão de “cerceamento, censura, discriminação”. Foto: Reprodução
Durante uma motociata hoje (15), no interior de São Paulo, o presidente Jair Bolsonaro fez críticas à não liberação de novos recursos no aplicativo WhatsApp – que permitirá a criação de comunidades com vários usuários – antes das eleições.
“O WhatsApp passa a ter uma nova política para o mundo, mas uma especial respectiva para o Brasil. Isso após um acordo com três ministros do TSE [Tribunal Superior Eleitoral]”, disse Bolsonaro, em discurso a apoiadores. “Não vai ser cumprido esse acordo que porventura eles tenham feito com o Brasil”.
O presidente classificou a decisão de “cerceamento, censura, discriminação”. “Isso não existe. Ninguém tira o direito de vocês, nem por lei”.
A nova funcionalidade do WhatsApp permitirá grupos com mais pessoas do que o limite atual, de 256 usuários da plataforma. Administradores terão novos recursos, como envio de mensagens a todas as comunidades e gestão da participação nos grupos.
A decisão de lilberar esse recurso somente depois das eleições deste ano, que serão realizadas no mês de outubro, ocorreu após a possibilidade da disseminação de desinformação no pleito de 2022. Pesquisas mostraram como o WhatsApp foi um canal de difusão de conteúdos falsos nas eleições de 2018 e esse fenômeno gerou preocupações da Justiça Eleitoral naquela disputa.
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