Dezenas de corpos de civis foram encontrados espalhados pelas ruas da cidade de Bucha, após a retirada das forças russas, informaram autoridades locais. Ainda neste domingo (3), líderes europeus condenaram as imagens e pediram investigação dos militares russos, classificando o ocorrido de “atos terríveis”. Os russos, no entanto, negaram as acusações de terem assassinado civis.
“À medida que as tropas russas são forçadas a recuar, estamos vendo evidências crescentes de atos terríveis das forças invasoras em cidades como Irpin e Bucha”, declarou a ministra das Relações Exteriores do Reino Unido, Liz Truss – veja outras repercussões.
Os corpos em Bucha, todos em trajes civis, foram encontrados em uma variedade de poses desajeitadas, alguns de bruços contra a calçada, outros para cima com a boca aberta. O prefeito da cidade, Anatoliy Fedoruk, disse que os civis mortos receberam tratamento desumano nas mãos das forças russas.
“Corpos de pessoas executadas ainda se alinham em Bucha. Suas mãos estão amarradas nas costas com trapos ‘civis’ brancos, eles foram baleados na parte de trás de suas cabeças. Então você pode imaginar que tipo de ilegalidade eles perpetram aqui”, disse o prefeito de Bucha.
O assessor presidencial ucraniano Oleksiy Arestovych disse neste domingo (3) que era um “quadro pós-apocalíptico”. “Este é um apelo especial destinado a chamar a atenção do mundo para esses crimes de guerra, crimes contra a humanidade, cometidos por tropas russas”, disse Arestovych.
Nas redes sociais, o conselheiro presidencial ucraniano Mykhailo Podolyak disse que os homens encontrados com as mãos amarradas “foram mortos a tiros por soldados russos”.
Podolyak acrescentou: “Essas pessoas não estavam nas forças armadas. Eles não tinham armas. Eles não representavam ameaça. Quantos outros casos desse tipo estão acontecendo agora nos territórios ocupados?”
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