Casa Branca diz não acreditar em recuo das tropas russas

Casa Branca diz não acreditar em recuo das tropas russas

A diretora de comunicações da Casa Branca, Kate Bedingfield, disse que a determinação do governo Biden de que o movimento das forças russas na Ucrânia não constitui uma retirada é “baseada no fato de que precisamos ver o que os russos realmente fazem antes de confiar apenas no que eles disseram”.

“Vimos desde o início que eles fizeram uma investida agressiva em direção a Kiev no início deste conflito, e não temos motivos para acreditar que eles ajustaram essa estratégia”, disse Bedingfield nesta terça-feira (29).

“Obviamente, continuamos a fazer tudo o que podemos para impor custos para esta decisão. Continuaremos a executar nossa estratégia, mas, como você ouviu o presidente dizer, não vamos acreditar na palavra deles. Vamos esperar para ver como serão suas ações.”

Mais cedo nesta terça-feira, o presidente dos EUA, Joe Biden, disse a repórteres que “não tiro conclusões” na alegação da Rússia de que estava retirando tropas “até que eu veja quais são suas ações”.

“Veremos. Eu não tiro conclusões até ver quais são suas ações. Veremos se eles seguem o que estão sugerindo”, disse o presidente.

Mais contexto: um funcionário também disse a Collins que “ninguém deve ser enganado pelos anúncios da Rússia” e, em vez disso, deve se preparar para mais agressão russa.

Bedingfield também respondeu aos comentários do porta-voz do primeiro-ministro britânico Boris Johnson de que eles não querem ver nada menos do que uma “retirada completa” das forças russas do território ucraniano e julgarão a Rússia por suas ações e não por palavras.

“Vamos permitir que os ucranianos executem essas negociações. Não é nosso papel começar a negociação novamente, nosso papel é fortalecer a Ucrânia no campo de batalha para tentar fortalecer a Ucrânia na mesa de negociações, implicando sanções e custos para a Rússia”, disse Bedingfield a Collins. “Mas não vou prejulgar ou predeterminar um resultado para essa conversa.”

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