
Otan vai propor envio de tropas a quatro países; Ucrânia contra-ataca para recuperar territórios perto de Kiev
Líderes da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan) vão propor o envio de tropas adicionais para quatro países do Leste Europeu na reunião da cúpula, que acontece na quinta-feira (24).
Nesta quarta-feira (23), um dia antes da cúpula de membros da Otan para discutir a guerra na Ucrânia, o secretário-geral da aliança, Jens Stoltenberg, afirmou que novas tropas devem ser enviadas ao Leste Europeu de modo a aumentar as forças militares nos territórios aliados da região.
“O primeiro passo é o lançamento de novos batalhões da Otan na Bulgária, Hungria, Romênia e Eslováquia”, disse.
A embaixadora dos Estados Unidos na Otan, Julie Smith, disse “detalhes adicionais serão compartilhados na quinta (24)”. Em um evento do Conselho do Atlântico, Smith disse que a Otan está em discussões sobre sua presença de força de médio e longo prazo em seu flanco leste.
“Todas as opções estão na mesa”, incluindo a base permanente, disse ela. Smith ainda afirmou que a proposta da Polônia de uma missão de paz da Otan para a Ucrânia não está “morta na água”, mas disse que há “muitas questões em aberto” e “aliados querem saber mais sobre o que a Polônia está sugerindo aqui”.
Forças ucranianas têm tentado recuperar território dos russos nos últimos dias, de acordo com um alto funcionário da defesa dos Estados Unidos — que os descreveu como “capazes e dispostos” a fazê-lo. Também nesta quarta-feira (23), um acordo foi alcançado para tentar retirar civis presos em vilas e cidades ucranianas através de nove “corredores humanitários”, informou a vice-primeira-ministra ucraniana Iryna Vereshchuk.
A parte oeste da cidade, que aparentava ser uma posição tomada pelos russos no início da semana, retornou ao controle dos ucranianos. Especialistas compreendem que a guerra entrou em uma fase de disparos a distância; isso porque os russos não conseguiram chegar a Kiev, pelo menos não no coração da capital. O subúrbio de Irpin voltou a ter controle ucraniano, segundo afirmou o prefeito local, Oleksandr Markushyn.
O Pentágono disse na terça-feira (22) que está diminuindo o número de militares russos no combate. Entre os motivos, estariam questões de logística: os soldados russos feridos não estão conseguindo atendimento médico das equipes que acompanham os pelotões.
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