16/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ataques atingem prédios em Kiev; Otan faz alerta sobre armas químicas e diz que tem 40 mil militares na fronteira

Publicado em 15 de março, 2022

Ataques atingem prédios em Kiev; Otan faz alerta sobre armas químicas e diz que tem 40 mil militares na fronteira

Enquanto a Rússia segue com os bombardeios na Ucrânia, o secretário-geral da Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), Jens Stoltenberg, disse nesta terça-feira (15) que a aliança continuará a enviar armas e mantimentos para os ucranianos. Ele também afirmou que existem 40 mil militares na fronteira com a Ucrânia. No domingo, a Rússia bombardeou Yavoriv, a 25 quilômetros da Polônia, país membro da Otan.

Stoltenberg também disse que está preocupado que a Rússia utilize armas químicas na Ucrânia em uma operação de “bandeira falsa” (um ataque seguido de desinformação sobre os autores). Ele ainda declarou que a China “deveria se unir ao mundo e condenar a Rússia”. Segundo o secretário-geral, a guerra foi causada por Vladimir Putin e ele poderia “encerrá-la agora”.

Sobre os ataques, um prédio de apartamentos de 16 andares no distrito de Sviatoshynskyi, em Kiev, foi significativamente danificado. Pelo menos quatro pessoas foram encontradas mortas. Mais três edifícios sofreram danos em Kiev. As áreas residenciais no leste, norte e oeste do centro da cidade foram atingidas por bombardeios com uma hora de intervalo. Um toque de recolher será imposto na capital ucraniana a partir das 20 horas desta terça-feira até as 7 horas na quinta-feira (horário local).

Também nesta terça, delegações de Rússia e Ucrânia retomaram as negociações por videoconferência, após uma “pausa técnica”. Sobre as conversas, um dos principais negociadores ucranianos, Mykhailo Podoliak, afirmou que o encontro aborda “assuntos de regulamentação geral, cessar-fogo e retirada de tropas do território”. As conversas foram classificadas como “difíceis” pelo presidente ucraniano Volodymyr Zelensky.

Os russos querem que a Ucrânia mude sua Constituição para resguardar neutralidade (fora da Otan), além de considerar Crimeia como território russo e reconhecer as repúblicas separatistas de Donetsk e Lugansk como territórios independentes.

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