26/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Ipaam discute com quelonicultores alternativas para o manejo sustentável de quelônios no Amazonas

Publicado em 03 de fevereiro, 2022

O Amazonas é o maior criador de quelônios do país, com cerca de 27 criadores registrados. Foto: Divulgação/José Narbaes/Ipaam

O diretor-presidente do Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam), Juliano Valente, recebeu, nesta quinta-feira (3), uma comitiva composta por quelonicultores do estado e pelo professor da Universidade Federal do Amazonas (Ufam) e coordenador do projeto Pé-de-Pincha, Paulo Andrade, para discutir alternativas de incentivo ao manejo sustentável de quelônios no Amazonas.

Na reunião, na sede do órgão, os criadores pontuaram a necessidade de fomento à produção por meio da avaliação de isenção ou redução das taxas de licenças ambientais para a atividade de comércio. Foram destacadas, ainda, pautas de expansão da quelonicultura no estado, com a possibilidade da venda de filhotes da espécie como animais de estimação (pet).

O presidente do Ipaam entende o pleito dos quelonicultores e lembra que o Amazonas é o maior produtor de quelônios do Brasil. “A quelonicultura no nosso estado é de extrema importância, pois nosso estado é o maior criador de animal silvestre do país, e quelônio é o quarto organismo aquático mais criado dentro do estado. Por isso, entendemos a necessidade de busca na melhoria da política de incentivo dessa cultura”, observa Juliano.

Esses dados são confirmados pelo levantamento feito pelo projeto Pé-de-Pincha, que identifica o Amazonas como o maior criador de quelônios do país, com cerca de 27 criadores registrados, e que legalmente vendem aproximadamente 5 mil animais ao ano, mantendo produção anual de quatro a oito mil filhotes.

Legislação

A legislação brasileira, atualmente, define, mediante Instrução Normativa do Ministério do Meio Ambiente (IN MMA 07/2015), a criação de tartarugas, tracajás, iaçás e muçuãs para venda, abate e consumo, tendo em vista, ainda, que o Ipaam, como autarquia estadual, prevê o licenciamento para a criação e comercialização de fauna silvestre nativa.

Entretanto, a normativa exclui qualquer modalidade de criação e venda como “pet”. A questão é debatida pelo Conselho Nacional do Meio Ambiente (Conama), para a determinação de lista de fauna silvestre como animais de estimação.

O coordenador do projeto Pé-de-Pincha avalia o manejo de quelônios como um importante aliado às perspectivas de preservação das espécies, levando em consideração as dinâmicas de reprodução e atenção às legislações vigentes pelos criadores no Amazonas.

“A criação comercial de quelônios legalizada é uma importante estratégia para conservação destas espécies, porque os produtores conseguem realizar a reprodução dos animais em cativeiro e com recria e engorda dos filhotes gerados, atendem à demanda para consumo com um produto de origem legal. A possibilidade da comercialização dos filhotes também como bichos de estimação, seria uma outra alternativa econômica para este setor”, explica Paulo Andrade.

Encaminhamentos

Como resultado preliminar das discussões, o grupo de criadores apresentou a idealização de projeto de lei, com a proposta de revisão dos valores das taxas licenciais para a atividade comercial da quelonicultura, que será encaminhado à Assembleia Legislativa do Amazonas (Aleam), com representação do deputado estadual Sinésio Campos.

Apoiador da pauta, o deputado estadual disse que este é o momento de defender a mudança de pensamento em relação à quelonicultura, em defesa da proposta, ao ressaltar a matéria como sequência do manejo sustentável do jacaré.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.