10/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

BR-174: buracos, falta de sinalização e viagens que duram até 24 horas causam prejuízos econômicos

Publicado em 22 de novembro, 2021

Foto: Divulgação

O público que trafega pela BR-174, que liga Boa Vista a Manaus, tem reclamado das condições precárias da rodovia. Buracos de tamanhos diversos acabam colaborando para que os veículos, caminhões inclusive, que precisam reduzir a velocidade com frequência, acabem aumentando a duração de suas viagens: de Manaus até Boa Vista, que comumente dura cerca de 12 horas, nas atuais condições pode chegar até mais de 20 horas. A falta de sinalização e de acostamentos também é um problema. Em alguns trechos é possível encontrar ainda trabalhos de recuperação da rodovia. Um dos principais fatores responsáveis pelo desgaste da rodovia seria o excesso de peso por parte das carretas.

Há quem prefira substituir o carro por moto na busca de uma viagem mais rápida. Já empresários que não têm como abrir mão de seus caminhões, além das viagens de maior duração, precisam arcar com prejuízos econômicos com reparos na estrutura dos veículos e até a perda de cargas.

Em trechos de Iracema, é comum trafegar pelo acostamento para se desviar de buracos. Depois do quilômetro 381, há um trabalho de recuperação, ainda em andamento, que deixou o trecho em uma camada de terra, e trabalhos de recapeamento em que a sinalização ainda não foi instalada.

Em Caracaraí, um buraco toma quase toda a largura da rodovia. E não há acostamentos na maior parte da rodovia dentro da cidade. Crateras tomaram conta de praticamente toda a largura da pista em Rorainópolis. Depois da vila Nova Colina, a lama ocupa a via.

O pior trecho da rodovia fica dentro da terra indígena Waimiri Atroari, na divisa entre Roraima e Amazonas. No lado roraimense, logo no início, há buracos que tomam toda a largura da pista. No lado amazonense, além dos buracos há falta de sinalização.

Em Presidente Figueiredo, depois da terra indígena, mais buracos surgem a todo o momento e, em alguns trechos, a beira da rodovia está tomada pelo mato. Até no pico da ladeira é possível encontrar crateras. Mas, quanto mais se aproxima de Manaus, mais as condições da rodovia melhoram.

Pesquisa da CNT

Em 2019, uma pesquisa da Confederação Nacional do Transporte (CNT) colocou o percurso Boa Vista-Manaus em 17º lugar, numa avaliação que incluiu os 28 corredores rodoviários brasileiros. O trajeto entre as capitais foi considerado “regular”, levando em consideração a qualidade do pavimento, da sinalização e da geometria da rodovia.

A CNT considerou que, em Roraima, o trecho de Boa Vista a Rorainópolis era “bom”. A partir da terra indígena Waimiri Atroari era “regular” e, no Amazonas, a classificou o trajeto da reserva até Manaus como “ruim”.

Uma nova pesquisa deve ser divulgada em dezembro e vai considerar os dados de 2021.

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