26/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Covid faz óbitos dispararem e Brasil tem maior mortalidade desde 1984

Publicado em 18 de novembro, 2021

Covid faz óbitos dispararem e Brasil tem maior mortalidade desde 1984

Os efeitos da pandemia de Covid-19, doença causada pelo novo coronavírus, na sociedade começam a ser melhor definidos com o passar do tempo. Nesta quinta-feira (18/11), o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) revelou que 1,5 milhão de brasileiros morreram em 2020.

O número representa um aumento aproximado de 15% no número de óbitos quando comparado com o ano anterior. É a maior alta de mortes desde 1984.

De acordo com o IBGE, todas as regiões do país tiveram um significativo aumento no número de mortes durante o primeiro ano da pandemia em comparação a 2019.

As maiores altas ocorreram no Norte e no Centro-Oeste do Brasil, com um crescimento de 25,9% e 20,4%, respectivamente. O Nordeste também teve alta superior à média do país, com um acréscimo de 16,8% nos óbitos. Sudeste e Sul vieram a seguir, com 14,3% e 7,5%.

Dentre os estados brasileiros, 16 tiveram variação acima da média brasileira. O estado do Amazonas, que viveu um colapso na saúde durante a pandemia, registrou a maior alta com 31,9%, enquanto o Rio Grande do Sul teve a média mais baixa, com 7,9%.

Covid

O aumento percentual de óbitos foi maior nos brasileiros com 60 anos ou mais, um dos grupos de risco da Covid-19. As mortes foram superiores entre homens, que morreram 16,7% mais em 2020 frente ao ano anterior. Já para as mulheres, o instituto registrou um aumento de 12,7%.

O pesquisador em saúde pública da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), Raphael Guimarães, acredita que os números devem ser ainda maiores em 2021.

“Nós tivemos um maior volume de mortes em decorrência da pandemia entre março e abril deste ano, foi o pico da doença no Brasil”, ponderou.

Nascimentos

Menos crianças nasceram em 2020, quando se compara com os anos de 2018 e 2019. No primeiro ano da pandemia, 2.678.463 crianças vieram ao mundo. Em 2019, foram 2.811.760 e em 2018, 2.899.563.

Ao longo dos anos, o perfil etário das mães também vem mudando. A maior parte delas ainda está na faixa dos 20 aos 29 anos (47,8%), mas vem crescendo o número de mães com idades entre 30 e 39 anos (34,2%) e acima dos 40 (3,7%).

No ano de 2010, quando foi realizado o último censo, esses percentuais eram de, respectivamente, 53,1%; 26,1%; e 2,3%. Já em 2000, essas taxas eram de 54,5%; 22% e 2%, nesta ordem.

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