27/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

5G: Brasil tem de instalar até 1 milhão de antenas para atingir cobertura nacional

Publicado em 08 de novembro, 2021

5G: Brasil tem de instalar até 1 milhão de antenas para atingir cobertura nacional

Para o Brasil atingir a cobertura nacional com o 5G, a nova geração de internet móvel vai exigir uma quantidade de antenas de cinco a 10 vezes maior que a atual.

Ou seja, entre 515 mil a 1 milhão em relação ao que temos atualmente no país, com a internet 4G, aponta a Conexis Brasil Digital, que reúne empresas de comunicação e conectividade. De acordo com o edital do leilão do 5G, o Brasil possui 103 mil antenas de comunicação instaladas.

Na questão legal, as capitais vão precisar de normas municipais com alta aderência à Lei Geral de Antenas, que estabelece diretrizes gerais de implantação de infraestrutura de redes de telecomunicações em todo o Brasil.

Essas normas não serão necessárias apenas nas capitais, onde o 5G vai chegar primeiro, mas também nas cidades menores, com mais de 500 mil habitantes, por exemplo, que devem ser contempladas até julho de 2025.

5G

Segundo o levantamento da Conexis, apenas sete das 27 capitais brasileiras estão prontas para receber a tecnologia 5G nesse momento. Boa Vista, Brasília, Curitiba, Fortaleza, Palmas, Porto Alegre e Porto Velho são as únicas com legislações para instalação de infraestruturas e antenas suficientes para implementar a nova conexão de internet móvel.

De acordo com o edital do leilão, as empresas de telefonia precisam implementar o 5G nas capitais e no Distrito Federal até 31 de julho de 2022.

A Anatel definiu que o 5G deve funcionar nas 26 capitais do Brasil e no Distrito Federal em julho de 2022, mas isso não significa que essas cidades oferecerão a frequência em todos os bairros, já que as adequações e as instalações serão feitas aos poucos.

“Essa cobertura, assim como ocorreu nas outras tecnologias móveis, será feita ao longo dos anos. O setor investe acima de R$ 30 bilhões todo ano e deverá manter esse patamar para levar mais conectividade à população”, afirmou o presidente executivo da Conexis, Marco Ferrari.

Além disso, para serem consideradas prontas para a nova geração de internet móvel, as capitais não podem impor condicionamentos que possam afetar a seleção de tecnologia, a topologia das redes e a qualidade dos serviços prestados, não podem exigir licenciamento para infraestrutura de pequeno porte e devem dispensar a necessidade de uma nova autorização para incluir a nova tecnologia ou infraestrutura.

Para as novas empresas que começam a operar, o procedimento para obter a licença deve ser simplificado, com prazo de 60 dias.

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