06/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Em Manaus, 950 mulheres vítimas de violência doméstica foram atendidas pelo programa Ronda Maria da Penha

Publicado em 28 de setembro, 2021

O programa Ronda Maria da Penha acompanha mulheres que solicitam na Justiça a medida protetiva de urgência, prevista na Lei Maria da Penha. Foto: Divulgação

De janeiro até agosto deste ano, 950 mulheres vítimas de violência doméstica foram atendidas pelo programa Ronda Maria da Penha, da Polícia Militar do Amazonas. O serviço especializado de proteção às mulheres ameaçadas, que possuem medidas protetivas, completará sete anos de fundação nesta quinta-feira (30). Nos últimos anos, a unidade foi expandida para atender toda a capital, seguindo determinação do governador Wilson Lima.

Em sete anos, o Ronda Maria da Penha contabiliza o suporte a 3.436 mulheres que sofriam algum tipo de abuso de seus companheiros ou familiares. No ano passado, houve o recorde de mulheres assistidas, com 1.086 ao longo dos doze meses.

Este ano, a unidade também bateu o recorde de prisões em flagrante por descumprimento das medidas protetivas. Até o momento, foram 15 prisões, o maior número desde que o programa foi criado. No ano passado, foram seis prisões em flagrante e, em 2019, as equipes policiais efetuaram 12 prisões.

Comandado pela capitã Clésia Franciane, o Ronda Maria da Penha acompanha mulheres que solicitam na Justiça a medida protetiva de urgência, prevista na Lei Maria da Penha (Lei nº 11.340/2006). “São aquelas mulheres que já têm a medida protetiva deferida e que a gente realiza a fiscalização, no sentido de persuadir o agressor para que ele não volte a se aproximar dela, mantendo-o afastado e também guardando essa mulher em segurança”, explica.

O serviço especializado completará sete anos de fundação nesta quinta-feira (30). Foto: Divulgação

Além do contato direto com a unidade policial, as mulheres assistidas possuem acesso ao aplicativo “Alerta Mulher”. Desenvolvido pela Secretaria de Segurança Pública (SSP-AM), em parceria com a Secretaria de Estado de Justiça, Direitos Humanos e Cidadania (Sejusc), o aplicativo tem como objetivo ser um canal mais rápido para mulheres vítimas de violências pedirem socorro da polícia. Uma base exclusiva para atendimento dos chamados funciona nas dependências do 190, o serviço emergencial do Centro Integrado de Operações de Segurança (Ciops). O monitoramento ocorre 24 horas por dia.

As mulheres acompanhadas pelo programa Ronda Maria da Penha também podem fazer o acionamento emergencial pelo número do (92) 98842-2258, pelo 190 ou por meio do aplicativo “Alerta Mulher”.

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