
Promotores de eventos defendem ‘passaporte da vacina’ para acelerar retomada
Com o isolamento social por causa da Covid-19 e mais de 450 mil empregos afetados, o setor de eventos começa a enxergar luz no fim do túnel com o “passaporte da vacina”. A medida permite a quem já completou o esquema de imunização frequentar shows e palestras mediante apresentação do Certificado Nacional de Vacinação.
A Associação Brasileira de Promotores de Eventos (Abrape) defende a retomada imediata dos eventos, com a justificativa de que “há uma grande parcela da sociedade imunizada, o que permite que as atividades aconteçam”.
Em conversa com o Metrópoles, o presidente da Abrape, Doreni Caramori Júnior, defendeu que a ação de algumas prefeituras, como as de São Paulo, de exigir a apresentação de um “passaporte da vacina” é uma “solução provisória para acelerar a retomada do setor de eventos”.
“O passaporte da vacina é uma ferramenta operacional que facilita o controle dos vacinados”, pontua Doreni. Ele considera que o certificado de vacinação é, neste momento, um importante aliado dos eventos e “útil, na medida em que serve para acelerar a retomada do setor”.
A associação, todavia, considera a medida como “paliativa”, tendo em vista que ainda não há o controle total da pandemia. O presidente da Abrape ressalta que a estratégia “não pode ser permanente, pois inviabilizaria o segmento, que já foi muito impactado pela paralisação total das atividades desde março de 2020”.
Doreni também pontua que o passaporte da vacina não é e não pode ser “a única alternativa”. Ele usa o exemplo de entradas em avião e shoppings: “Nesses casos, não são cobrados os passaportes da vacina”, frisa o presidente da Abrape.