
Houve menor adesão da população nos atos de hoje em relaçãos às manifestações do último dia 7. Foto: Reprodução
O Movimento Brasil Livre (MBL) e o Vem Pra Rua (VPR) convocaram manifestações, neste domingo (12), contra o presidente Jair Bolsonaro (sem partido). Rio de Janeiro, Belo Horizonte e São Paulo estão entre as 15 capitais que confirmaram atos da oposição.
Vacinas contra a Covid-19 e o impeachment de Bolsonaro estão entre os pedidos dos manifestantes. Os atos tiveram adesão de alguns partidos e grupos de esquerda. O PT demonstrou resistência às manifestações devido ao apoio dos dois grupos organizadores ao impeachment da ex-presidente Dilma Rousseff (PT) e a presença hoje de cartazes como “Nem Bolsonaro nem Lula”.
Para Alexandre Frota (PSDB-SP), a adesão da esquerda seria importante para as manifestações de hoje. “Todo mundo tem um inimigo em comum que é o Bolsonaro, mas acho difícil trazer a esquerda, trazer a CUT, falando em ‘nem Lula nem Bolsonaro’.”
Na manifestação realizada no Rio de Janeiro, houve também críticas à família do presidente Bolsonaro. As suspeitas relacionadas à apropriação de salários de assessores do então deputado estadual e agora senador Flávio Bolsonaro foram lembradas.
O coordenador do MBL em Minas Gerais, Claudio Pereira, considerou positivo o ato deste domingo em Belo Horizonte, mesmo sem uma grande presença do público. “É a primeira de muitas que vão acontecer e cada vez maiores, à medida que as pessoas forem se engajando e perdendo o medo de se manifestar, direita e esquerda”, afirmou.
Na avenida Paulista, um grupo pediu a volta do ex-presidente Michel Temer. Eram apenas dez pessoas, vindas de uma comunidade chamada Vila de Arouca. Duas pistas da avenida, entre a rua Augusta e a alameda Campinas, foram bloqueadas para os atos.