
A China continua sendo o principal destino do ferronióbio de Presidente Figueiredo. Foto: Divulgação/Sedecti
A exportação de ferronióbio de Presidente Figueiredo cresceu 89,55% em relação a julho de 2020 e 68,61% em relação a junho de 2021. É o que aponta o levantamento da Balança Comercial do Amazonas do mês de julho de 2021, elaborado pela Secretaria de Estado de Desenvolvimento Econômico, Ciência, Tecnologia e Inovação (Sedecti).
O município segue se mantendo no topo do ranking como o maior exportador do interior do Amazonas, ficando responsável por US$ 8 milhões do total exportado no Estado. A China continua sendo o principal destino do ferronióbio de Presidente Figueiredo.
De acordo com a série histórica do levantamento da Balança Comercial, o Amazonas começou a exportar o ferronióbio para a China em 2015. O volume de exportações foi ganhando forças no período de 2017 e 2018.
No cenário geral, a exportação da Balança Comercial do Amazonas do mês de julho de 2021 apresentou aumento de 25,34% na comparação com junho de 2021. Em relação a julho de 2020, o indicador alcançou 7,16% de crescimento. Os valores totais exportados totalizaram o volume de US$ 85,83 milhões.
Dos países parceiros comerciais do Amazonas, a Venezuela foi o principal destino das exportações. O país vizinho ficou responsável por US$ 14,30 milhões, com variação de 3,47% em relação a junho de 2021. O item “Misturas e pastas para preparação de produtos de padaria” foi o principal produto exportado com participação de 33,42%.
Considerado isoladamente, o produto mais exportado em julho de 2021 pelo Amazonas foi o item “Outras preparações alimentícias” que corresponde ao total de US$ 15 milhões, equivalente a 18,39% do total exportado. Desse percentual, 99% são referentes ao subitem “Preparações alimentícias para elaboração de bebidas”.
O produto “Outras preparações alimentícias” foi comercializado por um total de oito países, dos quais três deles tiveram destaque: a Bolívia ficou com a maior participação (36%), seguido da Colômbia (31,61%) e da Venezuela (16,29%). Juntos, os três países representam 84% de toda exportação desse item.
O segundo produto mais exportado pelo Amazonas, de acordo com o levantamento da Balança Comercial de julho de 2021, foi o item “Ouro (incluído o ouro platinado) em outras formas semimanufaturadas”, representando pouco mais de US$ 14 milhões, o equivalente a 16,59% do total exportado. Nesse segmento, a Alemanha foi o país responsável por 98% das aquisições desse produto. A variação no crescimento das exportações do ouro foi de 136% em relação a junho de 2021 e de 30% em relação a julho de 2020.
Em terceiro lugar dos produtos mais exportados pelo Amazonas em julho de 2021, o item “Ferronióbio” aparece na estatística registrando o valor de US$ 8,4 milhões, correspondente a 9,79% do total exportado. A China foi o principal destino desse produto, ficando com 36% do montante.

As importações do Amazonas em julho registraram cifras de US$ 1,07 bilhão – um aumento de 44,65% na comparação com julho de 2020. A China se manteve como a principal origem das importações do Amazonas, registrando o montante de US$ 450 milhões, o que representa a participação de 41,87% das importações totais do Amazonas.
O principal produto importado foi “Partes destinadas aos aparelhos transmissores”, no valor de US$ 201 milhões, o equivalente a 18,76% das importações, sendo 60,18% originários da China. Em segundo lugar aparece o item “Processadores e controladores”, alcançando cifras de US$ 91,8 milhões, com participação de 8,5% do total, também tendo a China como origem de 41,4% das compras desse produto para o Amazonas.
E o item “Partes de aparelhos telefônicos” aparece como o terceiro produto mais importado. O produto alcançou cifras de US$ 47,6 milhões e uma participação de 4,43% no total das importações, tendo o Vietnã como origem de 51,4% do produto.
Na avaliação do secretário titular da Sedecti, Jório Veiga, o movimento das importações e exportações no Amazonas vem sofrendo influência da falta de componentes no mundo inteiro.
“Devido à falta de componentes em geral, especialmente os eletrônicos, as importações estão menores que o esperado, com reflexos na produção e faturamento do PIM. A nossa expectativa é que durante o primeiro semestre de 2022 a situação esteja mais equilibrada para que possamos voltar aos patamares desejados”, reforçou Veiga.
Em julho de 2021, a Corrente de Comércio do Estado do Amazonas (soma das importações com as exportações) totalizou US$ 1,1 bilhão, um crescimento de 41% na comparação com julho de 2020. O saldo em julho de 2021 foi de US$ -990 milhões.
No interior do Amazonas, em julho de 2021, depois de Presidente Figueiredo que continuou como o maior exportador, ficando responsável por US$8 milhões do total exportado no Estado, Itacoatiara segue como o segundo município que mais exportou, registrando o montante de US$ 787 mil na exportação do item “Madeira serrada”, que foi o principal produto a ser exportado para os Países Baixos (Holanda).
Nas importações, Coari foi o destaque, com o total de US$ 564 mil, tendo o produto “turbo reatores” como principal item importado, com origem no Reino Unido. Presidente Figueiredo ficou em segundo lugar, registrando o valor de US$ 371 mil, tendo o Chile como principal local de origem de suas importações referente ao item “Outras obras de ferro ou aço”, como principal produto.
A Balança Comercial do Amazonas é um dos estudos produzidos pelo Departamento de Estatística e Geoprocessamento (Degeo) da Secretaria Executiva de Planejamento (Seplan) da Sedecti. O estudo tem como principal fonte de informação a Secretaria de Comércio Exterior e Assuntos Internacionais (Secint) do Ministério da Economia (ME).
O objetivo do trabalho é de acompanhar o desempenho mensal das relações comerciais do Amazonas e, dessa forma, permitir o entendimento de sua evolução nas exportações e importações no Estado.
Para acompanhar esses e outros estudos, basta acessar o Painel da Balança Comercial do Amazonas no site da Sedecti (www.sedecti.am.gov.br) e clicar na aba “Indicadores e Mapas”.