14/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Esposa é presa suspeita de ser a mandante do assassinato do marido; ela acertou valor de R$ 60 mil

Publicado em 22 de agosto, 2021

Foto: Divulgação

A representante comercial Ana Cláudia Flor foi presa temporariamente na última quinta-feira (19), ao ser acusada de ser a mandante do assassinato do próprio marido, o empresário Toni da Silva Flor, 38. O crime ocorreu em 11 de agosto de 2020, quando a vítima chegava a uma academia em Cuiabá, no Mato Grosso.

Conforme a Delegacia Especializada de Homicídios e Proteção a Pessoa de Cuiabá (DHPP), o crime foi articulado por meio de videochamadas feitas no aplicativo WhatsApp entre três suspeitos do crime, que teriam acordado o pagamento de R$ 60 mil.

A suspeita nega participação no crime. A polícia disse que o empresário foi assassinado porque teria descoberto que estava sendo traído e também porque a mulher queria ficar com os bens dele.

Toni da Silva Flor foi abordado por um homem ainda no estacionamento de uma academia, que o chamou pelo nome. O empresário não chegou a responder e já foi atingido por cinco tiros de arma de fogo, segundo a polícia. Mesmo ferido, ele conseguiu correr para dentro da academia, chegou a ser socorrido para o Hospital Municipal de Cuiabá, foi submetido a uma cirurgia, mas morreu dois dias depois.

Também na quinta-feira, a polícia cumpriu três mandados de prisão temporária, incluindo a prisão de Ana Cláudia, e cinco mandados de busca e apreensão expedidas pela 12ª Vara Criminal de Cuiabá. Foram apreendidos aparelhos de telefone celular, agendas e outros objetos que subsidiarão a continuidade das investigações sobre o crime.

A Polícia fez a prisão da mulher após a prisão de Igor Espinosa, de 26 anos, na semana passada. O preso confessou durante a oitiva ter atirado e matado o empresário a mando de Ana Cláudia Flor, e que após o crime fez uma videochamada para informar o atentado contra a vítima.

A Polícia também já estava desconfiando dela devido às várias perguntas que ela fazia, se já sabiam quem era o mandante, se havia imagens de segurança, entre outros, além de ir regularmente à delegacia saber sobre o andamento das investigações.

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