
A prisão do ex-chefe da Secretaria Executiva-Adjunta de Inteligência (Seai), delegado Samir Garzedim Freire, foi prorrogada por mais 30 dias. A Justiça atendeu ao pedido do Ministério Público.
Samir foi preso no dia 09 de julho durante Operação Garimpo Urbano, ao ser acusado de desviar 600 kg de ouro, avaliados em R$ 150 milhões. Além dele, havia mandados de prisão nos nomes dos policiais Adriano José Frizo, Jarday Bello Vieira e André Silva da Costa. Foram cumpridos mandados de busca e apreensão com Jociel Andrade de Freitas, Daniel Picolotto Carvalho, coronel da reserva, e o filho, ex-PM, Daniel Alves Picolotto Carvalho, Wagner Flexa Saita e Raimundo José Cruz Júnior.
A operação foi originada no Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco), do Ministério Público do Amazonas (MPAM). O Gaeco contou com o apoio da Polícia Federal (PF).
Na época, o Governo do Estado anunciou, em nota, que o delegado Samir Freire foi demitido.
O Gaeco e a PF fizeram busca e apreensão na famosa “sala do guardião“. Trata-se de equipamento avançado de escuta telefônica. Foram apreendidas todas as pastas de operações realizadas na gestão de Samir Freire e recolhidos os mandados expedidos à Seai.
Os policiais fizeram backup de todos os arquivos do período. A busca foi por escutas ilegais.
O aparelho não foi levado porque é muito grande e há operações, legais, que estão em andamento. “A análise do backup vai nos ajudar a ver todas as escutas telefônicas ilegais que ocorreram no Amazonas, durante esse período”, disse um dos envolvidos na investigação.
Veja mais notícias em Cidade