
Bolsonaro é chamado de covarde e desumano ao criticar prefeito morto de SP
O presidente Jair Bolsonaro voltou a criticar nesta terça-feira (3) as medidas adotadas por prefeitos e governadores para conter a covid-19, e se referiu ao ex-prefeito de São Paulo Bruno Covas, morto em maio deste ano em decorrência de um câncer, como “o outro que morreu”. A fala gerou críticas do PSDB e do governador de São Paulo, João Doria (PSDB).
“Um fecha São Paulo e vai para Miami. O outro, que morreu, fecha São Paulo e vai ver Palmeiras e Santos no Maracanã. Esse é o exemplo”, disse Bolsonaro a apoiadores, em vídeo publicado pelo portal Metrópoles.
Em janeiro deste ano, Covas foi visto no estádio carioca na final da Copa Libertadores, ao lado do filho adolescente. Na época, ele se justificou pelas redes sociais, dizendo que era um sonho dele e do filho.
O presidente do PSDB da capital paulista, em nota, declarou que Bolsonaro “demonstra desespero e medo do próximo ano” com o ataque ao ex-prefeito de São Paulo.
“Mas o que se esperar de um chefe do Executivo que zomba da dor alheia, que ignora os enlutados, ironiza doentes e deixa sua nação morrer e passar fome? Já são 550 mil e não vamos esquecer!”, afirmou em nota Alfredo.
“É fácil falar de dentro do seu cercadinho no Planalto, para o seu curral. Queremos ver nos debates que, aliás, ele sempre foge”, desafiou. O deputado federal Orlando Silva (PCdoB) também afirmou pelas redes sociais que Bolsonaro está “desesperado”. “Bolsonaro bateu o próprio recorde de sordidez e falou mal do falecido Bruno Covas. Inacreditável”, disse.
“O fracasso das manifestações de domingo subiu à cabeça de Bolsonaro. Desesperado, apareceu no cercadinho, onde o gado diminui a cada dia, para ofender a memória do prefeito Bruno Covas, que enfrentou uma doença letal com uma dignidade que jamais o presidente terá. COVARDE!”, afirmou Orlando.
Veja a íntegra da nota do partido:
“O outro lá que morreu”, esta é a forma como o presidente se refere ao Prefeito Bruno Covas, que faleceu aos 41 anos vítima de um câncer.
A forma como ele se refere ao Prefeito da maior capital que foi reeleito, entre tantos adjetivos, também por seu enfrentamento contra o coronavírus.
Mas o que se esperar de um Chefe do Executivo que zomba da dor alheia, que ignora os enlutados, ironiza doentes e deixa sua nação morrer e passar fome? Já são 550 mil e não vamos esquecer!
Condenamos veementemente as declarações de Bolsonaro sobre nosso líder Bruno Covas e por seu exemplo seguiremos lutando pela vida, contra a política do ódio.
Bolsonaro demonstra desespero e medo do próximo ano, por isso desfere ataques, inclusive, aos que não podem se defender.
É fácil falar de dentro do seu cercadinho no Planalto, para o seu curral, queremos ver nos debates que, aliás, ele sempre foge.
Para todo ato de covardia, resistiremos com a coragem de um povo que não foge à luta. Por Bruno Covas. Pela democracia. Por um Brasil livre da estupidez.
Fernando Alfredo
Presidente do Diretório Municipal do PSDB/SP.