30/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

EUA recomendam uso de máscaras por vacinados em áreas de alto risco

Publicado em 27 de julho, 2021

EUA recomendam uso de máscaras por vacinados em áreas de alto risco

EUA recomendam uso de máscaras por vacinados em áreas de alto risco. Foto: Divulgação

Os planos de retorno a algo parecido com a normalidade pré-pandemia nos Estados Unidos foram alterados. Nesta terça-feira (27), o Centro de Controle e Prevenção de Doenças dos Estados Unidos (CDC, na sigla em inglês) recomendou que os americanos vacinados contra a Covid-19 voltem a usar máscaras de proteção em ambientes fechados em regiões de alto risco de contaminação.

A orientação foi dada pela diretora do CDC, Rochelle Walensky, que anunciou que em áreas de alto risco, mesmo pessoas completamente imunizadas, que já tenham tomado a segunda dose da vacina, deverão usar máscaras em ambientes internos.

A diretriz também serve para professores e crianças do jardim de infância independentemente da região, e foi tomada após o órgão identificar infecções raras, em que pessoas completamente vacinadas carregam a mesma quantidade de vírus que as que não tomaram a vacina.

EUA recomendam

O anúncio reverte em partes decisão tomada em maio, quando o presidente Joe Biden e Walensky, em anúncios carregados de otimismo e nacionalismo, determinaram que o uso de máscaras e o distanciamento social não seriam mais necessários para as pessoas completamente imunizadas na maioria das situações.

À época, a flexibilização recebeu críticas de alguns especialistas, que classificaram a medida de prematura, visto que a porcentagem de vacinados no país ainda era baixa demais para justificar uma concessão desse nível.

Dois meses depois, o número de vacinados com ao menos uma dose nos EUA equivale a 56,43% da população; os que estão completamente imunizados são 48,79%, segundo dados do portal Our World in Data, ligado à Universidade de Oxford (do Reino Unido).

A principal razão para a mudança de diretriz é a variante delta, mutação do coronavírus ao menos 50% mais contagiosa, que se tornou dominante na Europa e avança para predominar no mundo todo, segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS).

Nos EUA não é diferente: em abril, 0,6% dos casos de Covid-19 no país haviam sido causados pela delta; agora, segundo dados do CDC, a mutação é responsável por cerca de oito em cada dez novas infecções.

Vacinas

Agora os EUA esbarraram, porém, em uma grande hesitação vacinal, em parte fortalecida pelo movimento antivacina americano. Em maio, o governo Biden ainda tinha esperanças de bater a meta de imunizar 70% da população até 4 de julho, data da independência americana.

Anthony Fauci, conselheiro da Casa Branca e diretor do Instituto Nacional de Alergias e Doenças Infecciosas, afirmou no último domingo (25) que a volta das máscaras estava sendo “ativamente considerada” pelo governo. Segundo ele, os EUA estão “indo na direção errada”, já que os novos casos diários continuam a aumentar.

A média móvel de infecções diárias vem subindo desde o início de julho. Há três semanas, o país registrava 13 mil novos casos por dia e, nesta segunda (26), a média chegou a 57 mil —longe do pico de 250 mil registrado em janeiro, mas ainda assim um aumento de mais de 319% no período observado.

O número de mortes, por outro lado, não tem acompanhado a tendência de alta. Em todo o mês de julho, não houve um dia sequer em que foram registrados mais de 300 óbitos. Em janeiro, os EUA registraram o recorde de 4.460 mortes em 24 horas; nesta segunda, foram 271 vítimas da Covid-19, uma redução drástica na mortalidade atribuída ao avanço da vacinação, capaz de derrubar a incidência de casos graves da doença.

Variante

Os especialistas, no entanto, ainda não estão em clima de comemoração. Considerando o ritmo atual da imunização e a velocidade com que o vírus, impulsionado pela variante delta, tem se espalhado pelo país, um consórcio de universidades americanas —incluindo a Johns Hopkins, referência em levantamentos estatísticos acerca da pandemia— divulgou uma série de projeções a respeito da situação epidemiológica.

De acordo com o pior cenário previsto pelos estudos, os EUA podem voltar a registrar cerca de 240 mil novos casos e 4.000 mortes por dia em outubro. A cifra, no entanto, é considerada improvável pelos pesquisadores.

Veja mais notícias em Geral

RELACIONADAS

Portal do Marcos Santos
Privacy Overview

This website uses cookies so that we can provide you with the best user experience possible. Cookie information is stored in your browser and performs functions such as recognising you when you return to our website and helping our team to understand which sections of the website you find most interesting and useful.