07/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Tiroteio na funerária Canaã: ex-sócia vai buscar carro e leva tiro na coxa

Publicado em 20 de julho, 2021

Tiroteio na funerária Canaã

Tiroteio na funerária Canaã envolve ex-sócios e foi parar na polícia

Um barraco, que aconteceu fim da tarde desta segunda (19/07), 17h para 18h, foi parar na polícia. Jurema Franciele Martins, 34, ex-sócia da funerária Canaã Infinity, com mandado judicial em mãos, foi buscar automóvel Nissan Pathfinder SE25. Afirma que o carro lhe pertence. Antônio Ildemar Coutinho, ex-sócio, é acusado por ela de chegar num carro preto e efetuar diversos disparos. “Os ferimentos foram leves”, diz o advogado de Jurema, Marcelo Amil.

Jurema e Coutinho foram sócios na empresa Canaã Infinity Serviços Assistencial e Serviços Funerários. Coutinho desfez a sociedade. E criou outra empresa, na qual não é sócio, Ilmacc Comércio e Serviços Póstumos – Funerária Canaã, na Major Gabriel.

A funerária é uma das mais procuradas por autoridades em geral em Manaus.

 

Dois mandados

A ex-sócia conseguiu, no mesmo dia, 02/06/2021, dois mandados judiciais de busca e apreensão do veículo. No primeiro, o oficial de Justiça afirma que o imóvel apontado apresentava “aspecto de abandono”. O segundo resultou no tiroteio.

A juíza Ida Maria Costa de Andrade, da 15ª Vara Cível e de Acidentes do Trabalho, abriu procedimento para esclarecer a razão dos dois mandados no mesmo dia e as circunstâncias do cumprimento.

 

Ferimentos

Jurema Franciele afirma que viu um carro preto se aproximando, em frente à Funerária Canaã, e deste serem efetuados os disparos. Um dos tiros a acertou na lateral da coxa. E ela se diz atingida por estilhaços de outros disparos, sendo levada para o hospital Santa Júlia. Um funcionário, acompanhante dela, cujo nome não foi identificado, levou tiro no peito e no braço, sendo levado para o Pronto-Socorro 28 de Agosto.

A Nissan foi levada pelo oficial de Justiça Máximo Soares de Sena para o pátio do Fórum Henoch Reis.

 

Versões

Coutinho e Jurema constituíram advogados e estão percorrendo veículos de imprensa com suas versões.

O empresário afirma que foi vítima de tentativa de homicídio e que um sargento reformado da PM, que faz sua segurança, reagiu atirando.

Há outra versão afirmando que o caso é passional. No depoimento prestado à polícia, Jurema denunciou que foi ameaçada de morte pela atual esposa de Coutinho.

O caso foi registro no 1º Distrito Integrado de Polícia (DIP).

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