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Entrevistado por jornalistas logo após a sua alta médica neste domingo (18), Jair Bolsonaro defendeu o ex-ministro da Saúde Eduardo Pazuello, no caso da negociação de doses da CoronaVac pelo triplo do preço, divulgado na última semana. O presidente declarou que teria “apertado a mão” dos intermediários que ofereceram doses de vacina a Pazuello.
No dia 11 de março, o então ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, participou de uma reunião com um grupo de intermediários que ofereceram doses da vacina CoronaVac pelo triplo do preço. Pelo contrato do governo federal com o Instituto Butantan, essas doses saíram a US$ 10 cada, mas o preço dos intermediários – de uma empresa de Santa Catarina, a World Brands, de acordo com apuração da CPI da Pandemia – seria US$ 28 por dose
“Brasília é o paraíso dos lobistas. Todos pressionavam por vacinas. Muitas pessoas foram recebidas no ministério. O próprio traje do Pazuello, ele está sem paletó. Aquele pessoal se reuniu com diretor responsável por possível compra lá no ministério e na saída conversou. Agora, se fosse algo secreto, algo superfaturado, ele estaria dando entrevista ou estaria escondido no porão do ministério?”, questionou o presidente.
Bolsonaro comentou ainda que “acusar de corrupção por algo que não compramos, não pagamos, é má fé. Eles queriam que pagassem 50% adiantando. Dar bilhões para um cara para receber vacina não sei quando. Não existe isso”.
Perguntado sobre a postura do ex-ministro da Saúde, o presidente disse que “teria apertado a mão daqueles ‘caras tudo’. O receber, ele não tava sentado na mesa. E se fosse propina não daria entrevista.”