
Tribunal do Júri condena pai a mais de 29 anos de prisão pelo assassinato do filho, morto a pauladas. Foto: Divulgação
A 3ª Vara do Tribunal do Júri da Comarca de Manaus julgou nesta quinta-feira (15/7), a Ação Penal de Competência do Júri n.º 0630947-36.2019.8.04.0001, que teve como réu Rogério Alexandrino dos Santos, acusado de matar o filho D.N.B.S, de sete anos, crime ocorrido no bairro Jorge Teixeira, na Zona Leste da capital amazonense, em 2019. O Conselho de Sentença do Júri considerou o réu culpado da acusação e acatou as qualificadoras previstas na lei penal. Rogério foi condenado a pena total de 29 anos e quatro meses de reclusão em regime fechado.
Rogério está preso desde o dia 17 de junho de 2019, quando teve a prisão preventiva decretada pela Justiça estadual. Esse período em que encontra-se preso será abatido da pena total aplicada pelo magistrado, após a condenação pelo Conselho de Sentença.
O Ministério Público Estadual denunciou Rogério Alexandrino dos Santos pelo crime de homicídio qualificado. Também pesou contra ele o fato de ter cometido abuso de poder contra a criança e a ocultação de cadáver.
A Sessão de Julgamento Popular foi presidida pelo juiz de direito Rosberg de Souza Crozara. O Ministério Público do Estado do Amazonas (MPE/AM) designou o promotor de Justiça José Felipe da Cunha Fish para atuar na acusação. O réu foi assistido pelo defensor público Rafael Albuquerque Maia.
No dia 12 de junho de 2019, por volta das 19h30, na rua São Pedro, nº 225, bairro Jorge Teixeira, em Manaus, de acordo com o inquérito policial que consta dos autos, Rogério levou o filho para um imóvel próximo à residência onde moravam e, aproveitando-se que estava sozinho com a vítima, efetuou vários golpes na criança com o pedaço de madeira. Ainda, conforme o inquérito, logo depois enterrou o cadáver no local. A avó da vítima passou a questionar Rogério sobre o seu paradeiro, mas ele nada lhe informava, segundo o inquérito.
Diante disso, a avó alertou a polícia, que foi à residência para tomar as declarações do pai, momento em que ele confessou ter matado o filho e o enterrado no local do crime.
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