
A biblioteca vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 9h às 14h, com agendamento prévio por e-mail. Foto: Divulgação/Marcely Gomes/Semcom
O lançamento do livro “Céu e flor – O romance de dona Theresa”, do poeta Elson Farias, marcou a reabertura da Biblioteca Municipal João Bosco Pantoja Evangelista, no Centro, na manhã desta quinta-feira (15/7), pela Prefeitura de Manaus, por meio da Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult). A biblioteca vai funcionar de segunda a sexta-feira, das 9h às 14h, com agendamento prévio pelo e-mail [email protected], em virtude da pandemia da Covid-19.
Para o diretor-presidente da Manauscult, Alonso Oliveira, reabrir as portas da biblioteca municipal transmite uma mensagem: a cultura está em cena na administração do prefeito David Almeida. “Entendemos a situação difícil que a humanidade enfrentou nos últimos meses, o saldo dessa pandemia nos deixou no negativo e precisamos seguir para o positivo, alimentar-nos de amor, de afeto, de cultura, de arte, ressurgir como uma fênix”, afirmou.
Presente ao evento, o presidente do Conselho Municipal de Cultura (Concultura), Tenório Telles, disse que a biblioteca é um farol, um espaço de luz, principalmente para a juventude. “Porque o conhecimento, os livros, têm o poder de transformar a vida das pessoas”, ressaltou.

O escritor Elson Farias lançou o livro “Céu e flor – O romance de dona Theresa” durante a reabertura da biblioteca. Foto: Divulgação/Marcely Gomes/Semcom
Com um espaço dedicado à leitura, a biblioteca municipal foi reaberta ao público com os cuidados e segurança, para evitar a propagação do novo coronavírus, e contou com a presença do escritor Elson Farias, que falou sobre a sua vida literária e, também, autografou sua mais recente obra, que faz parte dos ciclos de romances de sua autoria sobre temas voltados para a realidade amazônica.
Construído a partir da perspectiva da personagem dona Theresa, o narrador reflete no livro sobre a alma feminina e sua forma de ver o mundo, destacando suas impressões, sentimentos e sua coragem para enfrentar as adversidades da vida. “Estou feliz com a homenagem. Não havia lugar melhor para lançar essa mais recente obra, que é um esforço em colaboração à cultura do nosso Estado e da nossa cidade. Aqui é a casa do livro. A biblioteca é a grande guardiã da palavra, da poesia, da prosa, da história, do romance”, enfatizou o poeta.

Foto: Divulgação/Marcely Gomes/Semcom
Elson Farias é poeta, romancista e escritor de literatura infantojuvenil. Faz parte da geração de autores que fundou, em 1954, o mais importante movimento cultural da história do Amazonas, o Clube da Madrugada.
Nascido em 1936, produziu livros como “Barro verde”, sua obra de estreia de 1961; “Estações da várzea”, de 1963; e “Romanceiro”, lançado em 1965.
Nos últimos 20 anos, o escritor enveredou pelo caminho do romance, com destaque para uma série de narrativas de temática amazônica, como “O adeus de Diana”, “O comandante”, “Tauacuéra – a cidade desaparecida” e a “Ilha do risco”.

Foto: Divulgação/Marcely Gomes/Semcom

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