
A recomendação do Ministério da Saúde é que entre as doses exista um intervalo de três meses. Foto: Divulgação
Como receio da disseminação da variante delta do novo coronavírus, gestores de cidades em ao menos sete estados brasileiros decidiram reduzir o intervalo entre a primeira e a segunda dose da vacina AstraZeneca. A recomendação do Ministério da Saúde é que entre as doses exista um intervalo de três meses (12 semanas).
De acordo com a bula da Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz), responsável pela produção e importação da tecnologia da AstraZeneca, “a segunda injeção pode ser administrada entre 4 e 12 semanas após a primeira”.
Os estados que divulgaram a redução do intervalo são Pernambuco, Acre, Santa Catarina, Tocantins, Espírito Santo, Mato Grosso do Sul e Piauí. São Paulo aguarda aval da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para decidir pela redução do intervalo entre as doses.
A farmacêutica AstraZeneca explica que a vacina é eficaz para prevenir a Covid-19 sintomática, quando for aplicada nesse intervalo de tempo, de 4 a 12 semanas.
O Ministério da Saúde, por sua vez, está atento à possibilidade de alterações no intervalo recomendado entre as doses. Durante uma reunião da Câmara Técnica, foi mantida a recomendação do intervalo de 12 semanas. A pasta escolheu o maior prazo previsto na bula da AstraZeneca para aumentar o total de pessoas vacinadas com ao menos uma dose contra a Covid-19, pois a vacina oferece proteção parcial de 76% em 21 dias após a primeira aplicação.
Em junho, foram confirmados casos da variante delta na capital paulista. A variante gama do novo coronavírus é que predomina atualmente no Brasil.