
A equipe da Semctram atua nos cuidados com a saúde e nutrição do animal, que em breve vai ser entregue ao Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus. Foto: Divulgação
Um filhote de peixe-boi foi resgatado por moradores do centro de Barreirinha, nas proximidades da antiga avenida Espanha, às margens do Paraná do Ramos, na noite de terça-feira (29/6). “A minha sobrinha encontrou o peixe-boi perto da calçada, consegui agarrar ele e pedi ajuda do meu vizinho até que a equipe do Meio Ambiente chegasse”, explicou o pescador Erasmo Carlos Rodrigues de Souza, 36, que com ajuda dos vizinhos e do estudante de medicina veterinária e membro do Grupo de Estudos de Animais Selvagens do Amazonas (Geas), Jhonerson Marques, fizeram a remoção do animal para um tanque provisório.
A equipe da Secretaria Municipal de Cultura, Turismo e Meio Ambiente (Semctram) foi chamada até o local e agora atua nos cuidados com a saúde e nutrição do animal, que em breve vai ser entregue ao Instituto de Pesquisas da Amazônia (Inpa), em Manaus, onde deve receber os cuidados necessários até que atinja o tamanho ideal para ser devolvido ao habitat natural.
“O animal está sendo acompanhado pela secretaria, medicado, alimentado e já estamos realizando as tratativas informando o Ibama para encaminhá-lo, uma vez que precisa da autorização do órgão para fazer a remoção até Manaus”, informa Marcos Bahia, técnico em Meio Ambiente.

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O peixe-boi da Amazônia é um mamífero aquático que, no passado, teve grande incentivo da caça devido o alto valor da carne, gordura e pele, ação que quase resultou na extinção total da espécie.
“A gente estima que esse filhote estava perdido da mãe e, nesses casos, pedimos que a população deixe o animal no habitat normalmente. Junto com a Secretaria de Meio Ambiente fizemos todo o monitoramento e, como ele estava com sinais de desnutrição, decidimos colocá-lo em um tanque e todos os cuidados estão sendo tomados. A gente agradece a equipe do município e o apelo que deixo é para que a população não mate esses animais porque essa prática é crime e leva a extinção dessa espécie”, ressalta Jhonerson Marques.

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