23/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Produção de arroz e soja no Amazonas registra aumento, de acordo com dados da safra de 2020

Publicado em 29 de junho, 2021

Dados registrados pelo Idam indicam um aumento de 41% na produção de soja e 200% na produção de arroz em relação à safra de 2020. Foto: Divulgação

Dados da safra de 2020/2021, registrados pelo Instituto de Desenvolvimento Agropecuário e Florestal Sustentável do Estado do Amazonas (Idam), indicam um aumento de 41% na produção de soja e, aproximadamente, 200% na produção de arroz em relação à safra do ano anterior.

O município de Humaitá (a 675 quilômetros de Manaus) permanece o maior produtor dos grãos no estado, sendo o único grande produtor de soja e tendo contribuído com mais de 80% na safra de arroz do ano passado. São mais de 2,6 mil hectares voltados para o cultivo de soja e 2 mil hectares para o cultivo de arroz.

De acordo com o diretor-presidente do Idam, o engenheiro agrônomo Valdenor Cardoso, o Governo do Estado tem contribuído com a atividade, por meio da emissão de documentos como o Cartão do Produtor Primário (CPP), que concede benefícios como a isenção de Imposto sobre a Circulação de Mercadorias e Serviços (ICMS), descontos na aquisição de insumos e maquinários agrícolas, assim como a assistência técnica aos agricultores familiares que contribuem com a produção de grãos e a parceria com empresas privadas.

“O Governo do Amazonas está garantindo apoio às empresas que estão chegando no sul do Amazonas para incentivar, estimular e produzir grãos. E o Idam está intensificando a assistência técnica na região e se estruturando com um corpo técnico especialista na área de grãos para interagir efetivamente com os produtores”, disse Valdenor.

Foto: Divulgação

Pandemia

Ao todo, o Amazonas produziu 7,9 mil toneladas de soja e mais de 10 mil toneladas de arroz entre os meses de janeiro e dezembro de 2020. O aumento na safra dos grãos se deu mesmo diante das dificuldades trazidas pela pandemia da Covid-19.

Valdenor Cardoso destacou, ainda, que certas particularidades da região amazônica se provaram benéficas, principalmente na região sul do estado, ao cultivo destes grãos.

“Temos uma vantagem se comparado a regiões de frio ou de excesso de calor. Temos um clima ameno e uma amplitude de temperatura relativamente boa, o que gera um impacto nos vegetais, provocando aceleração da fotossíntese e aumento da produção de massa vegetal. Quem tem genética e componente de produção também eleva a produção de grãos”, concluiu.

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