
O paciente passou dois anos internado no HUGV por causa do agravemento da doença, mas nesta sexta-feira (18/6) recebeu alta médica. Foto: Divulgação/Comunicação HUGV
Alexsander Moraes da Costa, 42, passou dois anos internado no Hospital Universitário Getúlio Vargas (HUGV) por causa do agravemento da Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA). Mas, nesta sexta-feira (18/6), ele recebeu alta da unidade de saúde para dar continuidade ao tratamento em casa. O paciente, a partir de agora, será acompanhado pelas equipes do Programa Melhor em Casa e terá à sua disposição todos os equipamentos necessários para a manutenção do tratamento.
A coordenadora estadual do Programa Melhor em Casa, Semira Torres, explica que, neste primeiro momento, o paciente vai receber, semanalmente, os cuidados em domicílio.
“Temos uma equipe multiprofissional, composta por um médico, um fisioterapeuta, uma enfermeira e um técnico de enfermagem, que irá visitar o paciente uma vez por semana, para realizar as avaliações e dar as orientações que forem necessárias para a família. Além disso temos uma equipe de apoio com fonoaudiólogo, fisioterapeuta, psicóloga e uma assistente social”, afirma a coordenadora.
Para Aldnira Moraes, irmã de Alexsander, a família está vivendo um sonho. “Quando ele entrou no hospital deram três dias de vida para ele, mas nunca deixamos de ter esperança que ele ia voltar para casa, porque toda pessoa precisa retornar para sua casa”, diz.
Aldnira comenta que está muito agradecida pelos cuidados que o irmão recebeu durante o tempo que ficou no hospital. “O tratamento que ele recebeu, no Hospital 28 de Agosto e depois no Hospital Getúlio Vargas, foi excelente porque para uma doença que não tem cura, os cuidados que ele recebeu foram importantes para ter alta e poder continuar em casa. É uma vitória de Deus e dos médicos, enfermeiros e toda a equipe”.
Para conseguir realizar a alta do paciente foi mobilizada toda equipe médica, de enfermagem e a parceria do Melhor em Casa, para que o paciente tivesse a casa adaptada com os equipamentos, medicamentos e insumos para continuar o tratamento em domicílio.
“A participação da família nesse processo foi muito importante. Eles passaram por treinamento com a equipe de fisioterapia, de enfermagem e do Melhor em Casa, para que eles se sentissem seguros e preparados para cuidar do Alexsander. A Central de Medicamentos foi acionada para que a disponibilização dos medicamentos e materiais que ele precisa fossem garantidos durante todo o período de tratamento que o paciente for receber daqui pra frente”, conta a enfermeira chefe da clínica médica do HUGV, Valdelanda de Paula Alves.
Para dar continuidade ao tratamento em casa, Alexsander foi incluído no Programa Melhor em Casa e recebeu os equipamentos essenciais como BiPAP (respirador mecânico), aspirador, oxímetro, no-break e cama hospitalar, oriundos de doações da Associação Pró-Cura da ELA e providenciadas pela Secretaria de Estado da Saúde (SES-AM).
Os medicamentos e insumos também serão disponibilizados pelo governo estadual por meio da Central de Medicamentos do Amazonas (Cema).