11/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Projeto piloto do Polo Oleiro, no Distrito Regional de Manacapuru e Iranduba, recebe nova visita técnica

Publicado em 17 de junho, 2021

A utilização do gás natural como novo combustível diminuiria o tempo de confecção cerâmica em cerca de 40 horas. Foto: Divulgação/Arsepam

O projeto piloto do Polo Oleiro no Distrito de Desenvolvimento Regional de Manacapuru e Iranduba, composto por mais de 30 indústrias de olarias e cerâmicas, visa à implantação do uso de gás natural nesse setor, e foi sugerido pela Arsepam à Comissão de Geodiversidade, Recursos Hídricos, Minas, Gás, Energia e Saneamento, da Assembleia Legislativa do Estado do Amazonas (Aleam). Na terça-feira (15/6), representantes da Agência Reguladora de Serviços Públicos Delegados e Contratados do Estado do Amazonas (Arsepam) participaram de mais uma visita técnica para a implantação do projeto.

Atualmente, as olarias utilizam como matriz energética a queima de biomassa (como madeira, resíduos de serraria e papel). Caso os fornos sejam adaptados para utilização de gás natural, haverá garantia de energia limpa e de menor custo, além da diminuição dos impactos ambientais gerados pelos processos de produção.

Segundo o proprietário da Olaria Montemar, Sandro Santos, a utilização do gás natural como novo combustível diminuiria o tempo de confecção cerâmica em cerca de 40 horas. O setor oleiro cerâmico, atualmente, gera quatro mil empregos diretos, com elevada participação na formação do produto interno bruto da região amazônica. Cerca de 70% do valor da sua produção está relacionada ao valor agregado bruto.

Nova matriz energética

A alternativa apresentada pela Arsepam dos serviços de GN no Amazonas, indica a criação de um conglomerado formado por indústrias localizadas nos municípios de Iranduba e Manacapuru, com interesse em optar por uma nova matriz energética em seus processos de produção, o que seria possível desde 2009, com a conclusão do gasoduto Coari-Manaus.

“Há dois citygates (ponto de mudança de custódia entre Petrobras e a Companhia de Gás do Amazonas – Cigás) não utilizados, que podem atender essas indústrias, se houver possibilidade de expansão da rede de gás por parte da Cigás”, declarou João Rufino, diretor-presidente. Ele ressaltou ainda a considerável diminuição dos impactos ambientais gerados pelos processos fabris daquela região.

Atualmente, as olarias utilizam como matriz energética a queima de biomassa. Foto: Divulgação/Arsepam

Grupo de trabalho

Um grupo de trabalho, dividido entre os eixos econômico, regulador e de licenciamento fundiário, foi criado para tratar do assunto e conta com a participação de representantes das prefeituras de Iranduba e Manacapuru; Arsepam; Cigás; Secretaria Estadual de Política Fundiária (SPF-AM); Secretaria de Planejamento, Desenvolvimento, Ciência, Tecnologia e Inovação (Seplancti); Conselho Regional de Engenharia e Agronomia do Amazonas (Crea-AM); Instituto de Proteção Ambiental do Amazonas (Ipaam); Federação dos Detentores e Elaboradores de Manejo e Enriquecimento Florestal e dos Usuários de Produtos da Floresta do Estado do Amazonas (Fedemflor); Companhia de Pesquisa de Recursos Minerais (CPRM); e Sindicato da Indústria de Olaria do Estado do Amazonas (Sindicer-AM).

A próxima audiência pública que irá apresentar a conclusão dos estudos está agendada para o dia 13 de julho.

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