
Os serviços de acessibilidade do 23º Festival Amazonas de Ópera foram realizados pelo Departamento de Inclusão da Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa. Foto: Divulgação
A 23ª edição do Festival Amazonas de Ópera (FAO) está sendo realizado em formato on-line, e oferece opções de acessibilidade para o público. Audiodescrição e intérpretes de Libras estão presentes nas transmissões da programação do evento, por meio do canal oficial no YouTube (festivalamazonasdeoperafao) e redes sociais da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (@culturadoam). O festival será realizado até o dia 20 de junho.
Desde os recitais, webinars e masterclasses ao vivo, até os concertos, óperas e a série “Raio-X da Ópera”, toda a programação inclui opções de acessibilidade. A produção do FAO este ano se dividiu entre Manaus, onde foram gravadas as orquestras, e São Paulo, onde foram gravados os solistas. Os serviços de acessibilidade, no entanto, foram realizados em Manaus, pelo Departamento de Inclusão da Pessoa com Deficiência, da Secretaria de Cultura e Economia Criativa.
A assessora de inclusão Sheila Campos explica que oito profissionais, entre logística, audiodescritores e intérpretes de Libras, trabalham no FAO. “Gravamos tanto a audiodescrição quanto a tradução em Libras na Biblioteca Braille. O roteiro da ópera, por exemplo, era enviado de São Paulo e nós fazíamos a revisão, porque há todo um vocabulário que não tem sinais e é preciso fazer os ajustes para que o público entenda”, comenta.
Com o formato digital da programação do FAO este ano, Sheila acredita que a acessibilidade oferecida na programação se tornou ainda mais ampla. “São conteúdos que ficam abertos e disponíveis ao público. Ainda não tínhamos oferecido esses serviços em ações formativas, como os webinars e masterclasses, por exemplo, então este ano o FAO está ainda mais acessível”, afirma.

Foto: Divulgação
A 23ª edição do FAO iniciou no dia 6 de junho e segue até o dia 20, com óperas e concertos gravados, recitais transmitidos ao vivo, webinars e masterclasses on-line, entre outras atrações.
Seguindo os protocolos de segurança e prevenção contra o novo coronavírus, o FAO tem uma produção inovadora este ano. As orquestras dos Corpos Artísticos gravaram, em dias alternados, áudio e vídeo das obras em Manaus, no Teatro Amazonas, e os solistas gravaram as vozes em São Paulo, onde também é trabalhada a parte cênica. O material foi, então, reunido e editado para dar vida às óperas e aos concertos. Os grupos de músicos também são reduzidos, em formato de câmara, para evitar aglomerações e facilitar o distanciamento social.
Os espetáculos, além de webinars e masterclasses, que já foram exibidos, ficam disponíveis no canal do FAO, no YouTube (festivalamazonasdeoperafao). O link para opção com acessibilidade está na descrição de cada vídeo.

Foto: Divulgação
Realizado pelo Governo do Amazonas, por meio da Secretaria de Estado de Cultura e Economia Criativa e da Agência Amazonense de Desenvolvimento Cultural, o festival está sendo produzido inteiramente com verba da iniciativa privada, por meio do Bradesco e da Motorola, por meio da Lei de Incentivo à Cultura, Ministério do Turismo e Secretaria Especial de Cultura. Conta ainda com parceria do canal Allegro HD e TV Encontro das Águas, e com o apoio do Catavento Museu de Ciências e da Importadora Carioca.
20 de junho
“moto-contínuo”
Ópera de Piero Schlochauer / libretto de Beatriz Porto, Isabela Pretti e Piero Schlochauer
Amazonas Filarmônica
18 de junho
“Ária dos olhos”
de Paulina Łuciuk, poema de Alphonsus de Guimarães
19 de junho
“A Máquina Entreaberta”
de Willian Lentz
16 de junho
Canções de Carlos Gomes
Raquel de Queiroz, soprano
Aurean Elessondres, mezzo-soprano
Juremir Vieira, tenor
Luiz Carlos Lopes, baixo-barítono
Emanuel Conde, baixo
17 de junho
Canções Amazonenses
Carol Martins, soprano
Samanta Costa, mezzo-soprano
Wilken Silveira, tenor
Miquéias William, tenor
Josenor Rocha, barítono
Roberto Paulo, baixo
16 de junho
“A Arte do Canto na Ópera Contemporânea”
18 de junho
“Composição de Ópera Hoje”