04/AGO 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Em Iranduba, ações de combate à hanseníase são monitoradas pela Fundação Alfredo da Matta

Publicado em 08 de junho, 2021

Técnicos da Fuam acompanharam o trabalho realizado pela equipe de Iranduba na execução das ações de combate à hanseníase e examinaram os contatos de pacientes. Foto: Divulgação/Fuam

Três técnicos da Fundação Alfredo da Matta (Fuam) estiveram no município de Iranduba (a 27 quilômetros de Manaus), entre os dias 25 e 28 de maio, para monitorar as ações do Programa de Combate à Hanseníase na localidade. A equipe também visitou as comunidades Lago do Limão e Paricatuba.

Os técnicos acompanharam o trabalho realizado pela equipe local na execução das ações de combate à hanseníase e visitaram domicílios para exames nos contatos de pacientes – que são as pessoas que mantêm contato íntimo e prolongado com um paciente. Embora a doença deixe de ser transmitida com o início do tratamento e medicação, a vigilância de contatos é uma estratégia importante para o monitoramento da hanseníase, além de ações como a busca ativa de casos. Isso porque fazer o diagnóstico precoce e iniciar o tratamento adequado tão logo se notem os primeiros sinais da doença quebra a cadeia de transmissão e ainda evita o surgimento de sequelas que a doença possa causar.

Revisão de prontuário

Durante os quatro dias de visita a Iranduba, também foram realizadas a revisão de prontuário de pacientes de hanseníase e avaliação de Prevenção de Incapacidades (PI) em pacientes. A incapacidade física do doente de hanseníase é classificada como grau 0, quando não há comprometimento neural nos olhos, mão e pés; grau 1, quando há diminuição ou perda da sensibilidade nos olhos, mãos e pés, causando uma incapacidade física; e grau 2 quando há incapacidade e alguma deformidade.

As incapacidades físicas refletem a qualidade do acesso ao diagnóstico, do acompanhamento dos casos durante o tratamento e pós-alta, por cura

Novo caso

No total foram oito visitas domiciliares, com 26 contatos examinados. Ao término da visita, 32 pessoas passaram por avaliação dermatológica (além dos contatos, pacientes que estavam como suspeita foram examinados), o que resultou no diagnóstico de um novo caso de hanseníase, já encaminhado para iniciar tratamento.

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