
A infecção pela mucormicose pode estar relacionada com a baixa imunidade registrada em pacientes com o novo coronavírus. Foto: Reprodução
A Secretaria Municipal de Saúde (Sesau) de Campo Grande (MS) informou que um homem que testou positivo para a Covid-19, e com suspeita de ter sido infectado também pela mucormicose – doença conhecida como fungo preto –, morreu na tarde de quarta-feira (2), no Hospital Adventista do Pênfigo. Ele tinha 71 anos e era o primeiro caso suspeito de fungo preto no Mato Grosso do Sul.
De acordo com especialistas, a infecção pode estar relacionada com a baixa imunidade registrada em pacientes com o novo coronavírus.
O idoso, segundo a Sesau, já tinha recebido as duas doses da vacina contra a Covid-19, e estava internado no hospital quando surgiram os sintomas da mucormicose, que foram hemorragia no olho esquerdo, inchaço e lesão com necrose nas pálpebras.
Caso o material coletado do paciente der positivo para a infecção, amostra será enviada para o laboratório Adolfo Lutz, em São Paulo, onde será feito o sequenciamento do fungo.
A mucormicose é causada por fungos da ordem Mucorales, que invadem tecidos e vasos, causando necrose, o que deixa a pele escura. A infecção pode ser fatal se atingir o cérebro. A doença tem tratamento e não é contagiosa.
Na Índia, foram registrados aumento de casos de mucormicose desde o início de março, em pacientes que haviam sido infectados pelo novo coronavírus ou que tinham se recuperado da Covid-19 recentemente.
No Brasil, já foram relatados casos de fungo preto em Santa Catarina, Amazonas e São Paulo. Em Manaus, o infectado foi um homem de 56 anos com histórico de diabetes tipo 2 e usuário de insulina. Ele foi internado no dia 12 de abril, no Hospital e Pronto-Socorro Dr. João Lúcio, e depois atendido no hospital da Fundação de Medicina Tropical Dr. Heitor Vieira Dourado (FMT-HVD), onde morreu em 16 de abril.
Veja mais notícias em Geral