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A Campanha Nacional de Coleta de Material Genético de familiares de pessoas desaparecidas será lançada nesta terça-feira (25/5), Dia Internacional da Criança Desaparecida, e visa contribuir para a identificação de pessoas encontradas mortas, cujos familiares não tenham conhecimento disso.
Os últimos detalhes da campanha foram discutidos em reunião do Ministério Público do Amazonas, no último dia 18, pela coordenadoria do Programa de Localização e Identificação de Pessoas Desaparecidas (Plid-MPAM), com o secretário adjunto nacional de Segurança Pública (Senasp), Ronney Augustio Matzui Araújo, e membros do Comitê Gestor do Sistema Nacional de Identificação e Localização de Pessoas (Sinalid).
“A coleta é muito importante porque vai permitir o cruzamento de dados de pessoas encontradas mortas com dados de familiares de desaparecidos de todo o país, contribuindo, de forma rápida e segura não só para a identificação dos mortos, mas também para o encerramento de buscas que podem se prolongar por muitos anos. Trata-se de uma ferramenta tecnológica que efetivamente ajuda a localizar pessoas, sendo uma excelente estratégia que estamos implementando aqui no estado do Amazonas por meio do Plid”, observa o coordenador do Plid-MPAM, promotor de Justiça João Gaspar Rodrigues.
A coleta terá início no próximo dia 14 de junho. Os familiares de pessoas cujo desaparecimento foi cadastrado junto ao Plid-MPAM já estão sendo contatadas.
Preferencialmente, devem ser cadastradas amostras da mãe e de outro parente em primeiro grau, como pai, irmão ou filho. Cada amostra será associada a um marco de referência, ou seja, a qualquer objeto de uso pessoal do desaparecido que contenha traços genéticos dela.
No Amazonas, a campanha vem sendo operacionalizada pelo Plid-MPAM em parceria com o Laboratório de Genética Forense do Instituto de Criminalística do Amazonas. O material coletado será inserido no Banco Nacional do Perfil Genético.
