29/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Áreas de intervenção do Prosamim são monitoradas devido à cheia do rio Negro

Publicado em 24 de maio, 2021

A visita técnica nos residenciais visa monitorar a segurança das famílias beneficiadas pelo Prosamim. Foto: Divulgação/Tiago Corrêa/UGPE

Nesta segunda-feira (24/5), teve início o monitoramento nas áreas de intervenção do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim) para avaliar a possibilidade de impactos da cheia do rio Negro – que neste ano tem previsão de ultrapassar a cheia histórica de 2012, quando o rio alcançou a marca de 29,97m. As visitas do Governo do Estado, por meio da subcoordenadoria de planejamento da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE), começaram nas proximidades do Igarapé do 40, no Parque Linear do 40, parques residenciais Cajual, Liberdade e Cachoeirinha, todos localizados na zona Sul, e se estenderam por todos os residenciais construídos pelo programa, em suas três etapas.

Iniciado em 2006, o Programa atua na solução dos problemas ambientais, urbanísticos e sociais que afetam a cidade de Manaus e seus habitantes, especificamente aqueles que vivem abaixo da cota de 30 metros, tomando como referência o nível do rio Negro. O nível é definido com base no Plano Diretor de Manaus e em estudos hidrológicos, elaborados a partir das estatísticas existentes. A maior cheia do rio Negro ocorreu em 2012, quando atingiu 29,97 metros, porém, segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM), há previsão que, neste ano, o nível das águas atinja até 30,50 m.

A visita técnica nos residenciais da bacia do Igarapé do 40, como Parque Residencial Liberdade e Parque Residencial Cachoeirinha, visa monitorar a segurança das famílias beneficiadas pelo Prosamim e catalogar dados para o planejamento de medidas de contingência emergenciais, caso as unidades habitacionais do programa sofra impactos com a possível cheia histórica deste ano.

Foto: Divulgação/Tiago Corrêa/UGPE

De acordo com o subcoordenador setorial de Planejamento, Controle e Gestão da UGPE, Leonardo Barbosa, a unidade iniciou uma série de levantamentos nos residenciais construídos pelo programa, no intuito de avaliar se há áreas com potencial de serem afetadas pela cheia e estabelecer as medidas emergenciais adequadas, que poderão ser adotadas pelo Governo do Estado e os demais órgãos competentes para mitigar os efeitos, caso seja necessário.

“No primeiro momento, estamos avaliando se há conjuntos residenciais construídos pelo programa suscetíveis aos efeitos da cheia; qual a possibilidade e extensão dos impactos nesses conjuntos residenciais, caso as previsões se concretizem, e o quantitativo de pessoas que, eventualmente, serão afetadas, para possamos estabelecer antecipadamente os meios, ações, estratégias e atores responsáveis, para que as soluções emergenciais possam ser colocadas em prática de imediato para mitigar os efeitos, se necessário”, explica Barbosa.

Influência

O engenheiro civil especialista em saneamento, Florentino Machado, afirma que foi analisada a influência do nível do rio Negro nas áreas de intervenção do Prosamim, no Igarapé do 40. “O levantamento observou as condições dos taludes, o nível das águas em áreas de intervenção do programa, observando a vazão das drenagens e contextualizando com as previsões dos órgãos competentes sobre a subida do rio”, afirmou Machado.

O coordenador executivo da UGPE, Marcellus Campêlo, disse que o Prosamim se consolidou ao longo dos anos como um programa que cuida de seus beneficiários antes, durante e após as intervenções, e que a determinação do governador Wilson Lima é que o Estado adote todas as providências necessárias para conter potenciais efeitos da cheia nos parques residenciais, construídos pelo Prosamim, a exemplo do que já tem sido feito pelo governo do Estado no interior, severamente afetado pela cheia.

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