Pandemia: depressão e ansiedade em mulheres são os principais atendimentos na Policlínica Codajás

Em média, o primeiro episódio depressivo deve ser tratado por oito meses. Foto: Divulgação/Islânia Lima/Policlínica Codajás

Durante a pandemia, depressão e transtorno de ansiedade desenvolvidos por mulheres de 30 a 50 anos representam a maioria dos casos em atendimento na Policlínica Codajás, informa a médica psiquiatra Maida Queiroz, que atende mensalmente cerca de 100 pacientes no setor Saúde Mental da unidade da Secretaria de Estado de Saúde (SES-AM). Ela explica que é importante manter um alerta sobre os primeiros sinais de falta de saúde mental, como a depressão, por exemplo.

“Essa doença se caracteriza por sensação de angústia, perda de felicidade e a pessoa deixa de sentir prazer em tudo que gosta, além de perder a criatividade, o apetite, a mente vai sendo invadida por ideias negativas e a pessoa vai querendo permanecer na cama”, explica.

A especialista conta ainda que não se conhece exatamente a causa dessas doenças, mas acredita-se que há uma predisposição genética, que pode ser disparada por eventos estressantes, tais como separação conjugal, morte de um ente querido, perda de emprego, assalto, mudança de país ou cidade, presença de familiar com doença crônica.

Acompanhamento médico

Embora os sintomas depressivos e ansiosos sejam problemas comuns e muitas vezes andem juntos, a médica afirma que é importante que o paciente busque acompanhamento médico. Em média, o primeiro episódio depressivo deve ser tratado por oito meses.

Além da consulta com o psiquiatra, no setor Saúde Mental é possível também fazer acompanhamento com psicólogos qualificados, que atuam nos fatores emocionais. A psicóloga da Policlínica Codajás, Fabiane Marques, explica que a participação do profissional de psicologia na avaliação dos fatores emocionais é importante. “Auxiliamos na elaboração de estratégias para que esses conflitos sejam melhorados e proporcionar melhor qualidade de vida ao paciente”.

Equipe

O serviço ambulatorial de Saúde Mental da Policlínica Codajás iniciou em julho de 2012. Atualmente, a equipe é composta de profissionais psicólogos, assistentes sociais, psiquiatras, enfermeiros, neurologista, clínicos gerais e técnicos de enfermagem.

Para o diretor geral da Policlínica Codajás, o fisioterapeuta Ráiner Figueiredo, o atendimento psiquiátrico na unidade de saúde tem como meta diminuir o sofrimento dos pacientes. “Aqui eles recebem os primeiros atendimentos, para acompanhamento com prescrição de medicação e orientação para retorno médico ou encaminhamento para outros especialistas. O importante é cuidar de vidas humanas”, explica.

Os atendimentos dos médicos são agendados pelo Sistema de Regulação (Sisreg). O acesso ao Serviço de Psicologia infanto-juvenil e adulto é realizado por meio de acolhimento pela própria equipe, composta de psicólogos e assistentes sociais.

A equipe de saúde preza por um atendimento de qualidade, humanizado, na construção de um cuidado integral.

Serviço on-line

A SES-AM também disponibiliza Serviço de Apoio Psicológico ao Servidor (SAPS) e Serviço de Apoio Psicológico à População (SAPP), que tem o objetivo de oferecer apoio emocional aos profissionais da saúde (ativos e afastados) e à população em geral.

Para o atendimento, os usuários devem acessar o link http://chatbot.saude.am.gov.br/ ou pelo telefone (92) 99258-1056, para pessoas com dificuldades no manuseio de tecnologias ou sem acesso à internet. Para profissionais de saúde, serão necessários os documentos de matrícula e telefone. A população deve apresentar o cartão SUS ou RG e telefone. Os atendimentos são realizados todos os dias da semana (incluindo feriados), de 7h às 20h.

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