
Cheia deste ano já ultrapassa o recorde mais duradouro e está a 25cm de 2012. Foto: Semcom
Nesta segunda-feira (17), o rio Negro atingiu a marca de 29,72 metros, ultrapassando o recorde mais duradouro de maior enchente, o registrado em 1953, com 29,69m. Ele durou até 2009, e foi batido em seguida por 2012, quando o rio chegou a 29,97m.
Para chegar ao recorde de 9 anos, as águas teriam que subir mais 25cm e o rio reduziu o ritmo de subida nos últimos dias, com cerca de 2cm. O mês de abril significou um aumento na corrida das águas, subindo 1,75m, em 2021, contra 1,53m em 2012, uma diferença de 22cm.
Hoje, o rio está a apenas 25cm da marca histórica da enchente recorde, registrada em 2012, quando atingiu 29,97. Em 2020, o rio encheu até o dia 29 de maio e este ano, se continuar até a mesma data, pode passar dos 30m. A “cota 30” é um tabu histórico e marco da construção civil – as edificações às margens dos rios são construídas acima do ponto onde o rio atingiria se chegasse aos 30 metros.
As águas já ultrapassaram a cota de inundação severa, de 29m, segundo o Serviço Geológico do Brasil (CPRM). Quando isso ocorre (as águas atingem a cota de inundação), significa que alguns bairros da capital começam a alagar. Ao menos 15 pontos e 5 mil famílias estão sendo monitorados.
Cientistas afirmam que a cheia dos rios tem a ver com o fenômeno La Niña, que diminui a temperatura da superfície das águas do oceano Pacífico.
Os principais efeitos de episódios do La Niña observados sobre o Brasil são: