
Israel destrói prédio em Gaza que abrigava escritórios de imprensa. Foto: Divulgação
Israel realizou um ataque e destruiu uma torre de 12 andares em Gaza que abrigava os escritórios da Associated Press e de outros meios de comunicação dos Estados Unidos neste sábado (15), alegando que o prédio também foi usado pelo grupo militante islâmico Hamas.
O prédio al-Jalaa na Cidade de Gaza, que também abriga os escritórios da emissora Al Jazeera, do Catar, bem como outros escritórios e apartamentos, foi evacuado depois que o proprietário recebeu um aviso prévio da ataque iminente.
Um jornalista palestino foi ferido no ataque, informou a mídia palestina. Destroços e estilhaços voaram a dezenas de metros de distância.
Os militares israelenses disseram que seus “aviões de combate atingiram um prédio de vários andares que continha ativos militares pertencentes aos escritórios de inteligência da organização terrorista Hamas”.
Eles disseram que haviam fornecido um aviso prévio aos civis no prédio, permitindo que todos saíssem.
O conflito entre as regiões se intensificou e os ataques aéreos e lançamentos de foguetes continuaram durante a madrugada. O Exército disse que mais de 200 foguetes foram lançados apenas durante a noite, dos quais pelo menos 30 voltaram para o enclave palestino.
Desde o início dos confrontos, cerca de 2,3 mil mísseis foram disparados contra Israel a partir de Gaza. Destes, pelo menos mil foram interceptados pelo sistema de defesa antimísseis Iron Dome, de acordo com o Exército.
No sexto dia de ataques consecutivos contra a Faixa de Gaza, o Ministério da Saúde do Hamas divulgou que o número atualizado de mortos é de 139, incluindo 39 crianças. Já Israel registrou nove mortos, incluindo duas crianças. Ao todo, são mil palestinos e 560 israelenses feridos.
Hoje, 10 pessoas de uma mesma família palestina, incluindo oito crianças, foram mortas em um bombardeio israelense na Faixa de Gaza, segundo fontes médicas.
O míssil atingiu a residência da família Abu Hatab, em um prédio de três andares, no campo de refugiados de Al-Shati. Em comunicado, o líder do Hamas, Ismail Haniyeh, denunciou “um massacre hediondo no campo de Al-Shati”.
Logo depois, dezenas de foguetes foram lançados de Gaza para Tel Aviv e na área metropolitana da região. A notícia foi veiculada pela TV local, que também mostrou imagens de um prédio destruído no subúrbio da cidade de Ramat Gan, de onde sai uma coluna de fumaça. Atualmente não há informações de vítimas, de acordo com relatórios dos serviços de emergência.
O presidente da Autoridade Nacional Palestina (ANP), Abu Mazen, apelou para o governo do presidente americano, Joe Biden, para intervir “imediatamente e rapidamente para interromper a agressão israelense antes que as coisas saiam do controle”.
“O governo israelense totalmente responsável por esta escalada perigosa, esta tensão e o sangue derramado pelo povo palestino”, disse.
O presidente da ANP denunciou “os assassinatos brutais e planejados das forças de ocupação israelenses contra o povo na Faixa de Gaza, na Cisjordânia e em Jerusalém”.
De agências