09/JUL 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Exposição interativa na praça Dom Pedro II homenageará o Dia do Artista Plástico, neste sábado (8)

Publicado em 07 de maio, 2021

A exposição interativa será formada por obras de dez artistas, entre quadros, esculturas e peças de antiquários. Foto: Divulgação/Oliveira Junior/Manauscult

No Dia do Artista Plástico, celebrado neste sábado (8/5), a Prefeitura de Manaus realizará, a partir das 9h, uma homenagem na praça Dom Pedro II, no Paço da Liberdade, Centro, onde haverá uma exposição interativa das obras de dez artistas, com quadros, esculturas e peças de antiquários. O evento será coordenado pelo Conselho Municipal de Cultura (Concultura) e Fundação Municipal de Cultura, Turismo e Eventos (Manauscult), em parceria com a Associação de Cultura do Estado do Amazonas (Aceam).

Além da exposição de obras prontas, os artistas vão criar novas pinturas ao vivo, para que a população aprecie o momento da criação, podendo também adquirir as peças diretamente das mãos dos pintores e escultores, explica o presidente do Concultura, Tenório Telles. Ele ressalta a preocupação do prefeito David Almeida em proporcionar opções aos artistas e suas famílias, de obtenção de renda, para enfrentar as dificuldades de sobrevivência, causadas pela pandemia de Covid 19.

O presidente da Manauscult, Alonso Oliveira, conta que todos os esforços da parceria entre a fundação e o Conselho de Cultura é no sentido de oferecer à classe artística e à população um retorno gradual e seguro das atividades culturais, com exposições e campanhas híbridas onde a forma presencial segue todos os protocolos de distanciamento e não aglomeração.

“Estamos retornando de forma reduzida e controlada nossas atividades artísticas e culturais aqui no espaço da Aldeia da Memória Indígena, nossa memorável e revitalizada praça Dom Pedro II, palco de grandes acontecimentos históricos, oferecendo a força do belo pelas mãos dos artistas”, diz Oliveira, que colocou à disposição dos participantes uma estrutura com sonorização ambiente, água e banheiros.

Sobre a importância do retorno das atividades artísticas nesse momento de pandemia, Telles justifica que a arte motiva as pessoas no momento atual em que a humanidade se encontra. “A arte cura e os artistas são veículos dessa força, que faz com que os apreciadores das artes encontrem no belo a energia que precisam, para ter a motivação necessária para seguir em frente nesses momentos de tanto sofrimento, escuridão e conflitos”.

Para evitar aglomeração, os dez artistas ficarão distantes 20 metros um do outro. Foto: Divulgação/Oliveira Junior/Manauscult

A presidente da Aceam, Rosa dos Anjos, artista plástica, conta que há quatro anos a associação vem realizando eventos e articulando a promoção das artes em Manaus, e teve como um dos mais marcantes uma exposição que reuniu 70 artistas, em 2015, no parque da Ponta Negra, por ocasião do aniversário de Manaus .

“Para evitar aglomeração, convidamos apenas dez artistas, distantes 20 metros um do outro, de categorias diferentes como escultores, pintores, aquarelistas, grafiteiros, desenhistas para mostrar um pouco das técnicas que empregam nas suas criações”, explica.

Homenagem

O Dia do Artista Plástico foi escolhido como uma homenagem ao pintor José Ferraz de Almeida Júnior, um dos mais importantes nomes das artes plásticas do século XIX no Brasil. Ele nasceu em 8 de maio de 1851, na cidade de Itu, Estado de São Paulo. Aos 19 anos, ele entrou para a Academia Imperial de Belas Artes, no Rio de Janeiro, onde foi aluno de Jules Lê Chevrel, Victor Meirelles e Pedro Américo.

Em 1876, recebeu uma bolsa de estudos do Imperador Dom Pedro II e seguiu para Paris, onde participou da exposição de arte mais badalada da época, o “Salon Offíciel dês Artistes Français”.

O pintor José Ferraz de Almeida Júnior. Foto: Reprodução

O pintor produziu cerca de 300 obras. Entre seus quadros mais famosos estão “O Violeiro” (1899), “Caipira Picando Fumo” (1893), “Amolação Interrompida” (1894) e “As Lavadeiras” (1875). É frequentemente aclamado pela historiografia como precursor da abordagem de temática regionalista, introduzindo assuntos até então inéditos na produção acadêmica brasileira: o amplo destaque conferido a personagens simples e anônimos e a fidedignidade com que retratou a cultura caipira, suprimindo a monumentalidade em voga no ensino artístico oficial, em favor de um naturalismo.

Almeida Júnior morreu em 13 de novembro de 1899, em Piracicaba, São Paulo.

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