
Anvisa alerta sobre risco de erros na vacinação; Brasil tem 3 vacinas em uso
A Anvisa publicou um alerta aos profissionais de saúde com o objetivo de chamar atenção para as diferenças entre as recomendações de armazenamento, preparo, dose e administração das vacinas contra a Covid-19, o que pode aumentar o risco de erros no processo de vacinação.
O alerta publicado pela Anvisa traz um quadro com as principais diferenças para o uso das três vacinas em uso no Brasil atualmente. Contém, ainda, recomendações para minimização dos riscos, tais como treinamento dos profissionais de saúde, dupla-checagem entre eles durante o preparo e a administração da vacina, além da participação ativa do cidadão no processo de vacinação.
Confira a íntegra do alerta da Anvisa para as diferenças no processo de vacinação entre as vacinas contra a Covid-19.
Vacinas
As vacinas covid-19 da Pfizer/BioNTech começaram a ser distribuídas pelo Ministério da Saúde nesta segunda-feira (3/5), após pedido de estados e municípios que solicitaram mais tempo para organizar o armazenamento do imunizante. No total, a pasta recebeu 1 milhão de doses na última quinta (29/4). Nesta remessa, serão enviadas 499,5 mil doses para a primeira aplicação, divididas de forma proporcional e igualitária entre todos os estados e Distrito Federal. As doses para a segunda aplicação serão distribuídas nas próximas semanas.
De acordo com o 15° informe técnico da Secretaria de Vigilância em Saúde (SVS), a vacina da Pfizer está sendo destinada para vacinação de pessoas com comorbidades, gestantes e puérperas, e pessoas com deficiência permanente. A comprovação das comorbidades pode ser realizada com exames, receitas, relatório ou prescrição médica, entre outros.
Temperatura
A logística de distribuição das vacinas da Pfizer foi montada levando em conta as suas condições de armazenamento, que possuem particularidades dos demais insumos adquiridos e distribuídos pelo Sistema Único de Saúde (SUS).
No Centro de Distribuição do Ministério da Saúde, em Guarulhos, as doses estão armazenadas a uma temperatura de -90°C a -60°C. Ao serem enviados aos estados, os imunizantes estarão expostos a temperatura de -20°C. Nas salas de vacinação, onde a refrigeração é de +2 a +8°C, as doses precisam ser aplicadas em até cinco dias.
Em função disso, o Ministério da Saúde orienta que, neste momento, a vacinação com o imunizante da Pfizer seja realizada apenas em unidades de saúde das 27 Capitais brasileiras, de forma a evitar prejuízos na vacinação e garantir o esquema vacinal de 12 semanas entre uma dose e outra.
Veja mais notícias em Geral