
Entre os objetivos das visitas técnicas na comunidade da Sharp está a preparação dos moradores para uma consulta pública. Foto: Divulgação/Tiago Corrêa/UGPE
Nesta segunda-feira (19), teve início um levantamento técnico para reconhecimento das áreas que serão integradas em um novo programa, nos moldes do Programa Social e Ambiental dos Igarapés de Manaus (Prosamim), na comunidade da Sharp, localizada na zona Leste de Manaus. O levantamento é feito pelo Governo do Estado, por meio da Unidade Gestora de Projetos Especiais (UGPE).
As visitas na comunidade têm por objetivo realizar a revalidação cadastral, repasse de informações e preparação dos moradores para uma consulta pública. As validações cadastrais dos moradores são feitas por meio de uma verificação visual e fotográfica, para conferir a quantidade de imóveis e a tipologia, se são de alvenaria ou de madeira, assim como o uso da construção, se é uma moradia ou estabelecimento comercial.
Segundo a assistente social da UGPE, Alinny Lima, o levantamento técnico é realizado por etapas e as equipes são divididas. A primeira fase de verificação, iniciada nesta segunda-feira, foi realizada na área do conjunto Manaus 2000. “É um levantamento que a gente está chamando de verificação simplificada, onde as equipes estão indo em campo, iniciando pela Manaus 2000 e finalizando no bairro Armando Mendes”, conta a assistente social.
A UGPE é o órgão responsável pelos cadastros, execução e fiscalização do Prosamim, e já vem realizando estudos de concepção de um novo programa. Devido a isto, serão realizadas uma série de levantamentos e ações de sensibilização na comunidade.

Moradores enfrentam alagações durante os períodos de cheia dos rios. Foto: Divulgação/Tiago Corrêa/UGPE
Moradora há mais de 20 anos em uma casa de madeira no leito do igarapé na área da comunidade da Sharp, a dona de casa Darlene Vieira, 35, sofre com as alagações e os períodos de cheia dos rios. Quando o igarapé enche, ela e os vizinhos levantam os móveis e saem de casa com medo de uma possível alagação.
Segundo Darlene, as ações de levantamento que o Prosamim está realizando na área traz esperança para dias melhores. “Aqui é um beco e quando alaga não tem saída, não tem como a gente sair. E eu espero que nos retirem, não só aqui, mas ali no final também está previsto para sair”, conta a dona de casa.
Também residente na comunidade da Sharp, Maria de Fátima, 50, cita que as intervenções urbanísticas executadas pelo Prosamim, com a construção do viaduto na avenida General Rodrigo Otávio, em 2012, já melhoraram algumas áreas dentro da comunidade. “Depois que fizeram o Prosamim até ali no DB melhorou muito aqui. Antes alagava tudo. E a gente está nessa espera do Prosamim, porque nosso problema aqui é alagação”, explica a moradora.
O coordenador executivo da UGPE, engenheiro civil Marcellus Campêlo, afirmou que o Prosamim já mudou muitos cenários, na capital e no interior do estado. “Os estudos para um novo programa foram iniciados em 2019 e o Estado se prepara para entregar outro grande pacote de obras de infraestrutura características do Prosamim”, adiantou.