11/JUN 2026
Jornalista responsável: Marcos Santos

Francesa que administra o Gatwick, de Londres, passa a operar aeroportos do Norte

Publicado em 07 de abril, 2021

Francesa que administra o Gatwick, de Londres, passa a operar aeroportos do Norte

Francesa que administra o Gatwick, de Londres, passa a operar aeroportos do Norte. Foto: Arquivo

A CCR (CCRO3) venceu a disputa pelos lotes Sul e Central no leilão de aeroportos na B3 nesta quarta-feira (7), enquanto a Vinci Airports arrematou o Bloco Norte.

A Vinci Airports venceu a disputa pelo Bloco Norte, com oferta de R$ 420 milhões, ante mínimo de 47,8 milhões. O lote contém os terminais de Manaus, Tabatinga e Tefé (AM), Porto Velho (RO), Boa Vista (RR), e Rio Branco e Cruzeiro do Sul (AC). A Vinci é a segunda maior operadora de aeroportos e administra o Gatwick, de Londres. Gatwick é o segundo maior aeroporto do Reino Unido e oitavo maior da Europa. Sua malha tem 45 aeroportos privados, em 12 países, e no Brasil ganhou a concessão do de Salvador (BA).

Francesa

A única concorrente do grupo francês pelo bloco foi o consórcio Aerobrasil, que ofertou pagar R$ 50 milhões. Representada por sua unidade Companhia de Participações em Concessões, a CCR ofereceu pagar R$ 2,128 bilhões pelo Bloco Sul, ante valor mínimo de R$ 130,2 milhões.

O bloco inclui os terminais de Curitiba, Bacacheri, Foz do Iguaçu e Londrina (PR), Navegantes e Joinville (SC), e Pelotas, Uruguaiana e Bagé (RS). A CCR venceu a proposta da espanhola Aena, de R$ 1,05 bilhão de reais e a do grupo Infraestrutura Brasil, de R$ 300 milhões.

A companhia brasileira também levou o Bloco Central, no qual estão os aeroportos de Curitiba, Bacacheri, Foz do Iguaçu e Londrina (PR), Navegantes e Joinville (SC), e Pelotas, Uruguaiana e Bagé (RS). Para arrematá-lo, ofertou pagar outorga de 754 milhões de reais, ante valor mínimo de 8,1 milhões. A oferta bateu a proposta de 40,3 milhões do consórcio Central Airports, formado por Socicam Infraestrutura e o fundo de investimento XP Infra III.

Leilões

Os leilões ocorrem num momento de crise no setor aéreo mundial, fortemente afetado pela pandemia da Covid-19, que já matou mais de 3 milhões de pessoas. Ocorrem também com o governo de Jair Bolsonaro tentando atrair investimentos privados para reanimar a economia em recessão. Este foi o primeiro leilão de aeroportos de seu governo. O último leilão de terminais aéreos ocorreu em 2017.

“No final das contas, as propostas aqui feitas representam confiança no nosso país…Nós não somos loucos de botar projetos na rua. Vamos fazer leilão de 28 ativos nesta semana e teremos 28 sucessos”, disse o ministro da Infraestrutura, Tarcísio de Freitas, após o leilão na B3.

“Os problemas conjunturais passam, os contratos vão permanecer e é bom perceber que os grupos estão enxergando as oportunidades e longo prazo”, acrescentou o ministro.

O investimento conjunto esperado para os três blocos de aeroportos é de cerca de 6,1 bilhões de reais ao longo de 30 anos de concessão, sendo R$ 2,85 bilhões para o Bloco Sul, 1,8 bilhão para o Central e R$ 1,48 bilhão para o Norte.

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